Rei inútil

foto: pressminho.pt

À atenção do senhor Barreto, líder distrital bracarense dos socialistas:

No trabalho do semanário Expresso sobre as próximas eleições autárquicas em Portugal escreve o jornalista Filipe Santos Costa que “num distrito que é um molho de brócolos para o PS” há casos a merecer acompanhamento; a sério: Fafe e Vizela.

Há verdades e a realidade

O PCP é historicamente um defensor do princípio “os ricos que paguem a crise” e também por isso o temos visto tão ativo na defesa do novo adicional do IMI (um imposto, por acaso sugerido pelo BE, que afeta os detentores de património imobiliário com um valor superior a 600 mil euros). Mas isso é o PCP, partido da luta de classes. Porque o PCP, proprietário é igual a todos os outros e queixa-se do volume de impostos que tem de pagar de cada vez que compra ou aliena um dos seus bens.

Gente, Expresso, 17.08.12

Sabores de verão

Num grande escritório nada é mais luxuoso do que a receção.

Alexandra Lucas Coelho, in ao deus dará

 

O semáforo mostra a luz vermelha para peões. Espero. Do lado esquerdo um casal britânico com dois filhos pequenos. Do lado direito quatro pessoas falando (bem alto) castelhano.

De repente não há carros; nem de um lado nem do outro. As pessoas espanholas saltam a correr, alameda dentro. E os ingleses espantados aguardam.

Dentro de mim só me ocorre uma ideia: nós, os habitantes da velha Ibéria, somos muito iguais.

 

Lição das coisas

Na casa à direita pendem trapos da varanda, um colchão sujo, espólio de mendigos.

Alexandra Lucas Coelho, in ao deus dará

 

1.Guimarães voltou a cair no índice de transparência municipal.

Porra!

 

2. Da posição que (já) ocupou entre os dez primeiros daquela tabela da associação cívica Transparência e Integridade [9º lugar em 2009], no ano de 2016 passou para 114º.

Bolas!

 

3. Quantos pontos baixou a transparência em Guimarães?

Claro que, como vimaranense que gosta de Guimarães e das suas coisas lindas, esta realidade é uma nódoa negra; muito negra.

Choque ao contrário

A virtude da senhora mantinha-se pela prostituição da moleca. Por isso, também era melhor que os escravos não casassem.

Alexandra Lucas Coelho, in ao deus dará

 

1. A frase pintada num muro na cidade de Barcelona – Tourist go home – não é simpática, mas, como os habitantes daquela cidade se queixam do “turismo em excesso” – tal e qual como os vimaranenses que sentem a cidade e não se deixam endeusar por números que são uma merda feita treta de agências turísticas –, é um caso sério nos dias que correm e será pior no futuro.

 

2. Em catalão seny significa sensatez e sentido comum, escreve Nuno Ribeiro no jornal Público do passado dia 5. A peça que está na base do trabalho jornalístico – turistas são alvo na Catalunha, com pano de fundo do independentismo –, é um olhar muito sério da preocupação permanente sobre os exageros da faturação; com incidência no campo turístico.

É verdade que o trabalho jornalístico vai noutros sentidos, mas o que nos deve preocupar (a sério) é que tipo de protagonismo(s) deve ter uma cidade (de e) no futuro.

Desde logo o turismo não pode – nunca foi um peso no desenvolvimento das cidades – ser um pesadelo no dia-a-dia das pessoas, mas sim, há realidade (“um cocktail complexo”) que afeta futuros.

 

3. Ok! Diogo Queiroz de Andrade, em editorial no jornal Público (17.08.05), fala que em Espanha há uma nova forma de protesto que usa o argumento da pressão turística para cometer atos de violência à medida de discussões nas redes sociais.