Olhar atento II

A igualdade de tratamento laboral entre privados e públicos é condição não só de equilíbrio como de coesão nacional.

Pedro Santos Guerreiro, Expresso, 18.07.14

 

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Olha; olha! II

imagem: visao.sapo.pt

 

O mercado serve-se da ética para dar lucro, não para se autorregular.

Marta Mendonça, E, 18.06.30

 

O senhor Costa pode ser um benfiquista assim a modos que benfiquista, mas o seu governo gosta muito do verde; pelo menos (voltou) a permitir a manutenção – em subida – dos recibos verdes.

Caramba!

Então, no final do ano passado, “quando já estava em curso o programa de regularização da precariedade do estado, o número de prestações de serviços no setor público aumentou para 17.728”. (Público, 18.07.10)

Caramba!

Ai o governo do senhor Costa!

 

Os dias negros que aí estão

Os acontecimentos já não são o que eram.

Gonçalo M. Tavares, Expresso, 18.06.30

 

Pois então!, como está e estará a Europa que, nos vão tentando dizer, é o futuro?

Uma merda. Um caos. Um ninho de vespas de interesses prontos a picar todos os corpos que se aproximam dos desejos instalados.

Não?

Esperemos pelos dias violentos que aí virão: as eleições europeias serão as mais importantes da nossa história. Vamos ficar no sofá a assistir a uma revolução? (Ricardo Costa, Expresso, 18.07.07); tal, aliás, como Francisco Louçã (ExpressoEconomia, 18.07.07): as eleições europeias serão o epicentro da intriga e conspiração. A razão é simples, tudo vai mudar. Lembra-se de uma União Europeia com uma Comissão que resultava do acordo entre a direita democrata-cristã e o centro socialista e social-democrata? Pois esqueça. Um vendaval está a destroçar essa coligação e ninguém, sabe como vai ficar o mapa europeu, a não ser que será pior.

E então?

Matamo-nos, emigramos – atravessando oceanos violentos e mortíferos – ou vamos mesmo em frente; lutando por dias mais felizes?

 

banalidades de um olhar

a noite – depois da senhora ivete sangalo ter sossegado

a rua – tem passado por aqui; tão suave

vem aí jimiy hendrix, já percebi!

 

por agora, enquanto penetro no silêncio das palavras

vou escutar o senhor de rastas; a deixar-se

de comédias. a gaivota inspira ilusões

verdadeiras. a noite – no portugal que é uma batalha

perdida – um paraíso tingido pelo território inaugural dos patetas

 

a noite – agora; no seu silêncio isolado – é mar

raivoso; pronto a libertar o riso criador de uma nação

 

Fruto amadurecido à pressa

 

 

foto: pressminho.pt

Para quê pensar se posso concluir?

Gonçalo M. Tavares, in Expresso, 18.06.30

 

Olha mais um tipo centralista! E a norte; porra!

Grande Porto quer avançar sozinho para a concessão da rede elétrica, leio no Jornal de Noticias (18.07.11).

Quando assim é! …

Os centralistas lisboetas ao pé de um tal de… – como se chama o burguês que tem a mania que manda no norte? – são umas damas de salão do tempo de Camilo.

Olhar atento

 

Foto: eco.pt

A evolução recente do salário mínimo prova que a subida não afetou a redução do desemprego e tem um efeito virtuosos na procura interna, estimulando o crescimento económico.

José Manuel Fernandes, fundador e presidente da Frezite, Expresso, 18.06.30

Ontem o sol nascia na Penha

 

As pessoas não querem fazer perguntas a si próprias.

Andrew Haige (cineasta britânico), Ípsilon, 15.12.31

 

De vez em quando – cada vez mais fora de Guimarães; caramba! –, um órgão de comunicação social decide ouvir o presidente de câmara de Guimarães. E isso é bom. Ajuda a perceber o futuro ou os rumos ao devir que o edil vimaranense tem em mente.

Pena é – importa insistir, pois, na tecla do adormecimento da (pouca) comunicação social vimaranense – que tal aconteça fora de Guimarães. Mas pronto! Os vimaranenses adoram dormir na forma. E, porra!, estão cada vez mais anestesiados, não estão?

Um desses casos raros (e mais ou menos recente) é a conversa com Domingos Bragança que o jornal bracarense Correio do Minho publica no passado dia 17 de maio. Sim, já passaram uns dias, mas a conversa é de hoje. Pela sua importância e atualidade. Não é uma grande entrevista, não senhor!, mas, de entre essa conversa pobre, destacarei algumas ideias. Por esta ordem:

1. AmbienteA agenda central [do segundo mandado] é o desenvolvimento sustentável. E porquê? Bragança responde: desejo muito que os meus concidadãos vimaranenses sejam ecologistas no seu quotidiano, sejam “ecocidadãos”. Pronto! O que aprecio é mesmo esta afirmação: quando refiro todos os nossos concidadãos serem “ecocidadãos” inclui todas as profissões, todas as atividades e entre eles a industrial que muitas vezes é das maiores predadoras dos recursos ambientais.

Aceitando a ideia do ecocidadão, gosto muito deste olhar de Bragança. Afinal quem aparece nas promoções de brigadas verdes ou outro tipo de ações lindas está longe de imaginar o que é a atividade industrial e os seus custos ambientais…

Ah! Subscrevo, sem nenhuma dificuldade, esta afirmação do edil vimaranense: estamos perante um processo de mudança de mentalidades e de hábitos no domínio da sustentabilidade ambiental que é irreversível.

2. Cultura – Guimarães tem uma oferta excecional e uma boa programação cultural, mas o que nos dá sustentabilidade é a produção cultural, é termos artistas formados que sejam eles próprios a produzir a programação.

Enquanto Lisboa e Porto têm tido apoios muito consideráveis, Guimarães que também foi Capital Europeia da Cultura, não tem tido o mesmo tratamento. Aqui, por aqui, senhor presidente nada tenho a dizer. O dia-a-dia em Guimarães vinca as suas palavras.

3. Ah! E a agitação: O quadrilátero urbano tinha uma ambição bem maior do que aquela que está a revelar, temos de assumir. É preciso os autarcas definirem aquilo que é fundamental para os quatro municípios. Afinal, estamos de acordo em muitas coisas.

Nota de rodapé: Ninguém reparará nestas palavras: Eu trabalho muito bem com o Ricardo Rio. Precisamos é de tempo para nos reunirmos.