Operação de limpeza

É inevitável pecarmos. Mas nem todos reúnem os atrativos ou os meios para prevaricar com variedade e ardor.

Manuel S. Fonseca, E, 17.09.09

 

Li, como sempre leio, o semanário Expresso do último fim-de-semana.

Li, como sempre faço, com a distância que os dias nos provocam. Mas, lendo com toda esta naturalidade, fui incapaz de não notar e de registar estas palavras de Adelino Costa Matos, presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE): há regiões da zona norte onde a taxa de desemprego é baixa e onde os empresários têm dificuldade em recrutar. Há quem queira investir e fazer fábricas, mas não tem trabalhadores para abrir as portas.

E estas: agora lembramo-nos dos milhares de portugueses qualificados e não especializados que saíram do país e que já estão a fazer uma tremenda falta.

Claro!

Os dias continuam, como sempre, indiferentes às nossas vontades e exageros.

Felizmente que um tal de Pedro está quase à porta do cemitério politico. O outro, o Paulo, disse-se por aí, que se ri à fartazana.

 

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Politica no paraíso

Foto: Rui Gaudêncio (Público)

O debate no espaço público é fulcral.

António Pinto Ribeiro, Visão, 17.09.07

 

Se o partido vencer, ganham todos. Se perder, o líder não cai. A um mês das eleições… é assim que começa a peça jornalística de Helena Teixeira da Silva, no Jornal de Noticias do passado sábado.

É um trabalho interessante sobre a realidade dos candidatos às eleições que mais motivam as pessoas em Portugal.

 

Desse trabalho destaco o lado direito da página 5 – o trabalho começa na página 4 – o olhar atento sobre o distrito de Braga: Vêm do PS sete dos oito candidatos independentes.

Claro que olhei para as palavras do senhor Barreto, mas sobre elas falarei depois; no dia 2 de outubro.

 

Ah! O inicio da reportagem deveria ser a realidade em todos os partidos; aqui à porta ou num outro lado qualquer.

 

Tempos interessantes *

Foto: Rui Duarte Silva (Expresso)

Ser social-democrata requer coragem cívica.

Miguel Morgado, Público, 17.09.02

 

As eleições autárquicas ainda não aconteceram e já estão a provocar tensão no PSD, escreve Margarida Gomes no jornal Público do passado sábado.

E, lendo a peça jornalística, ficamos sem dúvidas: há muitos “erros de casting” no PSD! E há. Seja em que parte do país for.

 

Mas daquele trabalho de Margarida Gomes o que quero mesmo é destacar o que Pedro Duarte e José Eduardo Martins – “cabeças de lista do PSD às assembleias municipais do Porto e Lisboa, respetivamente” – dizem sobre André Ventura: “o candidato a Loures já se afastou do programa social-democrata”.

Eu bem sabia que (ainda) há gente boa no PSD. E que recusa ligações a certos ismos de extrema-direita.

Infelizmente há por aí da parte dos social-democratas ligações que nunca deveriam acontecer. Até por aqui; ao pé da porta.

 

* ou vista do meio da solidão

Experiências com fracasso

Foto: Daniel Rocha (Público)

E pensei não poderiam os homens morrer como morrem os dias?

José Luís Peixoto, in Morreste-me

 

António Chora, que durante vinte anos liderou a comissão de trabalhadores da empresa (CT) da Autoeuropa e é do Bloco de Esquerda, reformou-se. Foi no início do ano. Oito meses depois acontece a primeira greve geral da empresa, apoiada por 75% dos trabalhadores, mas liderada pelo SITE-Sul, sindicato filiado na CGTP, escreve Nicolau Santos, na revista E, do último sábado.

Ui! Temos – vamos ter, não vamos? – festa a sério nos próximos tempos!

E será que o ‘aviso’ sindicalista não é mesmo um aviso bem sério do PCP ao governo do senhor Costa?

Com o passado bem presente

Só é capaz de virar uma coisa exatamente ao contrário quem conhece profundamente a sua forma original.

Ricardo Araújo Pereira, in A dança, o sofrimento e a morte entram num bar

 

Coisas que não me interessam nada – mesmo nada: “orçamento da coligação por Braga é maior que soma de Guimarães, Famalicão e Barcelos”. (Título do diário bracarense Diário do Minho, 17.08.20)

Coisas que me interessam muito – mesmo muito: nem todos os orçamentos são verdadeiros e espelho dos objetivos que servem; ou deviam servir.

Coisas que me preocupam muito – mesmo muito: infelizmente, gasta-se em Portugal demasiado dinheiro para vender a banha da cobra; no fim nada resta.

Um vazio supremo percorre as ausências; de mensagem e sem conteúdo e dos sorrisos colocados à pressa em cartazes brilhantes.

 

Trabalho a várias mãos

foto: jornaldenegocios.pt

Toda a desobediência é sinal de vida

Alexandra Lucas Coelho, in ao deus dará

 

Manuel Carvalho escreve no jornal Público (17.08.23) que sorrateiramente, nas férias grandes, entre o prazer do sol e o drama dos incêndios, o Governo andou entretido a urdir o mais consistente plano de ataque às liberdades públicas fundamentais dos últimos anos. Fielmente ajudado pelo CDS e pelo PSD, avalizado pela aura presidencial e pelo prestígio do constitucionalista Marcelo Rebelo de Sousa, o Governo não se deu por satisfeito ao autorizar o acesso dos serviços secretos ao cruzamento do rasto das nossas conversas telefónicas com as portagens que passamos ou com os sites da internet que visitamos.

Estão a ver, senhores do PCP e do BE, como funcionam as coisas com o governo do senhor Costa – que, pasme-se!, já alguém anda a vender como próximo presidente da República.

Ah! Quem leu a entrevista que o senhor Costa concedeu ao semanário Expresso (E, 17.08.19) ou não entendeu ou viu logo que fica claro que a geringonça é para destruir e logo que Pedro Passos Coelho seja enterrado tudo será diferente.

Queridos senhores do BE, dos Verdes e do PCP gostei da vossa coragem. Aconteceram algumas boas mudanças – obrigado pela vossa ousadia. Mas agora, não duvidem – e não duvidam, tenho a certeza – o vosso tempo na geringonça acabou.

Uma questão de queda

O vereador Freitas propões também a declaração de que em nenhum caso fossem os vereadores recolhidos ao asilo doa alienados.

Machado de Assis in O Alienista

 

Está o PSD a tornar-se um partido racista e xenófobo?

É a pergunta que Cristina Figueiredo coloca no semanário Expresso na sua edição de hoje.

Não espanta, por isso, que Pedro Passos Coelho esteja nos BAIXOS daquele semanário.

Como estará na cotação dos portugueses?