Enfrentando o fantasma

Foto: arquivos Gesco, in Expresso

O declínio dos partidos tradicionais está a pôr em causa o consenso europeu que garantiu a estabilidade democrática no pós-Guerra
Carlos Gaspar, Investigador do Instituto Português de Relações Internacionais, Expresso, 18.12.29

Como Marine Le Pen, o senhor Ventura não é fascista. Já não se usa. André Ventura é outra coisa: é de extrema-direita, escreve a anterior diretora do jornal Público, Bárbara Reis, na edição da passada sexta-feira, dia11.

Vale a pena ler o texto “o senhor Ventura não é fascista”, inserto na página 11 daquele diário.

Por nada em especial!, perdão!, porque é evidente que as ideias do Chega são aquilo a que se convencionou chamar de extrema-direita.

Perigosa; lunaticamente indesejável para os cidadãos, para as pessoas que nunca souberam (felizmente!) o que foi um país chamado Portugal, nos tempos de um tal António; de Santa Comba.

Ah! Francisco Louçã tem toda a razão: há que simplesmente tratar Ventura como ele é, como faria Natália Correia, notando que se trata de um emproado que quer fazer carreira deitando lama para todo o lado. (Expresso/Economia, 19.10.19)

Performance aromática

A coerência, ainda que sobre valores matriciais do regime, é como as ondas do mar: vai e vem.

Ana Sá Lopes, editorial, Público, 19.08.09

 

Governo garante ter reservas de popularidade para mais de dois meses, pode ler-se na manchete de o Inimigo Público (19.08.09).

E eu, português que ri com as graças e graçolas dos outros acredito.

Como acredito que “depois de nós o caos”. Mas onde é que já li isto?

Ah! “está tudo controlado” diz fonte oficial do governo do senhor Costa.

E eu também acredito.

E se não fosse a brincar que o Inimigo Público nos vai fazendo sorrir com tantos e tantos desencontros nas decisões dos dias?

 

pecados centrados no passado

Cada dia que passa os socialistas aumentam o seu contorcionismo para não dizerem em público aquilo que todos já percebemos que lhes vai no sentimento: o PS quer uma maioria absoluta para se livrar dos parceiros que o apoiam no Parlamento.

Manuel Carvalho, editorial, Público, 19.07.05

Curioso: “Costa propõe o que o PS chumbou”, Expresso, 19.07.27.

Ou então não!

O PS do senhor Costa não difere rigorosamente nada do histórico catavento que – ainda por aí existe – habita os telhados sagrados.

A mentira das férias II

1.Não gosto de políticos que, de manhã – relaxados com o sono noturno – negoceiam de um lado ‘coisas com consequência boas na vida das pessoas e, mais à noite, no cantinho das conspirações, são capazes de desdizer o que a alvorada ouviu. Dizem-me – já me disseram tantas e tantas vezes – que é isto a politica.

Porra! Politica não é a polis, a coisa pública, por onde circulam os cidadãos?

  1. A verdade é que no país onde a minha cidadania se faz de impostos duros e crus, há um governo – o tal do senhor Costa, lembram-se – que muda o bico ao prego sempre que a agitação (contabilizada nas janelas do oportunismo) se mostra.

Olhemos então para a realidade dos dias: taxas moderadoras, afinal, já não acabam. No Serviço Nacional de Saúde, sim!

Que saudades daquele senhor de apelido Arnaut!

Era do partido do senhor Costa?

       Que diferença de atitude.

jamais o silêncio

Os nossos insuficientes políticos não estão capacitados para saber o que deviam saber.

Clara Ferreira Alves, E, 19.06.22

 

Em fevereiro passado, por iniciativa própria, adormeci o meu olhar no devir.

Não foi bom nem mau; apenas uma opção. De momento.

Já passaram uns meses; tempo de uma reflexão – de reflexões capazes de mudarem tantos destinos e coisas.

 

Só que, nestes meses ‘solenes’ (no silêncio foram) o senhor Costa não parou de desiludir, fazendo de conta que os portugueses são todos seus “amigos e clientes” – ou do senhor Rio; que é como quem diz potenciais fregueses dos serviços praticados por privados em áreas onde o setor público tem que ser rei e senhor; ponto. Como forma de evitar que os desgraçados dos portugueses sejam atirados para uma qualquer urgência merdosa num país de merda como é, cada vez mais, o país de Centeno, Costa e Rio

Então o senhor Costa e o forreta (no Porto foi) do senhor Rio querem ver os portugueses; coitados, desgraçados, a sofrerem na pele a dor dos dias?

 

Se calhar podem (no olhar obtuso de Rio e Costa; pessoas que adoram engatar vontades privadas. Pela Saúde e outras coisas rentáveis). Mas, se calhar, há portugueses na merda com atitudes de uns senhores merdosos, não há?

Felizmente que, ainda falta um mês para as férias e depois sessenta dias dirão que as parvoíces de Costa, Rio e unes tipos mascarados de progressistas verão como as urnas só premeiam pessoas e não esquemas merdosos e liberais qualquer coisa.