A mentira das férias II

1.Não gosto de políticos que, de manhã – relaxados com o sono noturno – negoceiam de um lado ‘coisas com consequência boas na vida das pessoas e, mais à noite, no cantinho das conspirações, são capazes de desdizer o que a alvorada ouviu. Dizem-me – já me disseram tantas e tantas vezes – que é isto a politica.

Porra! Politica não é a polis, a coisa pública, por onde circulam os cidadãos?

  1. A verdade é que no país onde a minha cidadania se faz de impostos duros e crus, há um governo – o tal do senhor Costa, lembram-se – que muda o bico ao prego sempre que a agitação (contabilizada nas janelas do oportunismo) se mostra.

Olhemos então para a realidade dos dias: taxas moderadoras, afinal, já não acabam. No Serviço Nacional de Saúde, sim!

Que saudades daquele senhor de apelido Arnaut!

Era do partido do senhor Costa?

       Que diferença de atitude.

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jamais o silêncio

Os nossos insuficientes políticos não estão capacitados para saber o que deviam saber.

Clara Ferreira Alves, E, 19.06.22

 

Em fevereiro passado, por iniciativa própria, adormeci o meu olhar no devir.

Não foi bom nem mau; apenas uma opção. De momento.

Já passaram uns meses; tempo de uma reflexão – de reflexões capazes de mudarem tantos destinos e coisas.

 

Só que, nestes meses ‘solenes’ (no silêncio foram) o senhor Costa não parou de desiludir, fazendo de conta que os portugueses são todos seus “amigos e clientes” – ou do senhor Rio; que é como quem diz potenciais fregueses dos serviços praticados por privados em áreas onde o setor público tem que ser rei e senhor; ponto. Como forma de evitar que os desgraçados dos portugueses sejam atirados para uma qualquer urgência merdosa num país de merda como é, cada vez mais, o país de Centeno, Costa e Rio

Então o senhor Costa e o forreta (no Porto foi) do senhor Rio querem ver os portugueses; coitados, desgraçados, a sofrerem na pele a dor dos dias?

 

Se calhar podem (no olhar obtuso de Rio e Costa; pessoas que adoram engatar vontades privadas. Pela Saúde e outras coisas rentáveis). Mas, se calhar, há portugueses na merda com atitudes de uns senhores merdosos, não há?

Felizmente que, ainda falta um mês para as férias e depois sessenta dias dirão que as parvoíces de Costa, Rio e unes tipos mascarados de progressistas verão como as urnas só premeiam pessoas e não esquemas merdosos e liberais qualquer coisa.

 

Realismo necessário

Foto: Paulo Novais (Lusa)

Há uma crescente boçalidade nas vedetas que o mundo mediático projeta. Muito ruído, muita imagem, muito risco e pouco ou nada para acrescentar.

António Manuel Ribeiro, E, 19.01.19

 

na linha de fronteira; abrimos todas as cortinas

há, por aí e muito latente, um humor ácido; percorrendo os dias do protagonismo

do protagonismo ou das necessidades de protagonismo?

isso, isso, da necessidade de protagonismo.

do tipo este olhar bem apanhado por Pedro Cordeiro (in Do Céu ao inferno, E, 19.02.02): Marcelo rebelo de Sousasem contestar a satisfação de um católico por Lisboa ir receber as Jornadas Mundiais da Juventude, dispensava-se a mistura entre esse assunto e a putativa recandidatura a Belém.

isso, olha, assenta como uma luva

mas é preciso ter fé; muita confiança nos compadres de longa noite medieval; da história.

longa noite medieval?

sei lá! gosto, na verdade, mais destas palavras do Comendador Marques de Correia (E, 19.02.02): Ajoelhado aos pés do solitário leito, rezou fervorosamente para que as Jornadas Mundiais da Juventude viessem para Portugal. Deu o melhor dele, recitando, inclusive em latim, os Padres-Nossos devidos e, em grego, as Ave-marias requisitadas.

ah! o senhor presidente – de todos os portugueses e todos os credos, não é? – afinal quer mesmo ficar. à boleia de tudo: Tenho que ter saúde e tenho de ver se não há ninguém em melhores condições para receber o papa.

Marcelo Rebelo de Sousa, aludindo a duas condições que determinarão se ele vai cede à “grande vontade” que assume de se recandidatar, in E, 19.02.02

Boa consciência

Leio para conhecer a interrupção.

Alberto Maugnel, E, 18.04.28

 

1. O bom povo português tem sempre razão quando diz não olheis para o que eu faço, mas para o que eu digo! É um povo ligado a liturgias, cada vez menos intensas, é certo, mas é um povo que foi enorme

Ou então, num olhar não menos religioso: bem prega frei Tomás!

2. Então o estado português, cujo governo é chefiado pelo senhor Costa, só tem um veículo a gás e 55 carros elétricos? Isto é que é olhar o devir; bem resguardado das preocupações ambientais!

Leio no jornal Público (19.02.02), que o atual governo não cumpre metas para carros poluentes nas novas aquisições. Que se pode, afinal, dizer?

Ah! O ditado popular do Frei Tomás!

Era tão bom que todos lêssemos a peça com assinatura de Helena Pereira – carros a gasóleo, poluentes e com mais de 15 anos!

É o exemplo do estado que vamos alimentando ou que nos vão iludindo com palavras do tipo homilia ritual?

Vida delirante

O mundo não é a preto e branco, há zonas cinzentas entre os que se dizem vítimas e os que são acusados de ser algozes.

Manuel Carvalho, editorial, Público, 19.01.23

Coisas que não entendo: acesso a informação sobre poupanças superiores a € 50 mil euros não abrange Certificados de Aforro nem cofres em bancos, leio no caderno de Economia do semanário Expresso do último sábado.

Na peça com assinatura de Elisabete Miranda percebo a chamada à primeira página. Como percebo que, na verdade, tudo será como está.

Ou seja, o “arrastão” fiscal, como Francisco Louçã escreve na sua coluna semanal, é para inglês ver. Até porque – como vinca Louçã – basta ao estado “verificar a nossa declaração de impostos”.

Mas, pronto!, volto ao início: há (tantas) coisas que não entendo.