Misturar com vaidade

foto: jornaldenegocios.pt

O individualismo excessivo tem efeitos altamente destruidores sobre a sociedade.

Isabel Capeloa Gil, Público, 17.08.21

 

A “anormalidade” do funcionamento da ERC [Entidade Reguladora da Comunicação Social] é da responsabilidade do Parlamento,

escreve Pedro Lima no caderno de Economia do semanário Expresso (17.10.28).

Sim! Carlos Magno, “contrariando o parecer técnico da ERC e as posições dos seus colegas no conselho regulador”, bloqueou “o veto à compra da Media Capital pela Altice numa altura em que a ERC não está a funcionar normalmente”.

O anormal, afinal, disto tudo é Carlos Magno ainda continuar a presidir à ERC, ou será só impressão minha?

 

Ah! Escreve Nicolau Santos na mesma edição do semanário Expresso: perante a brutal clareza deste perecer da ERC, há que perguntar a Carlos Magno: o que é que não percebeu? E o que pensam o PS e o PSD sobre este magno assunto?

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Elevado desempenho

foto: Miguel A. Lopes (Lusa)

Vocês veem as coisas como elas são e perguntam-se porquê? Eu sonho com coisas que nunca foram e digo: porque não?

George Bernard Shaw, escritor irlandês

 

Há uma entrevista a Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda conduzida pelos jornalistas Adriano Nobre e Luísa Meireles, que tira todas as pedras do caminho por onde seguirá o Portugal do senhor Costa dentro de pouco tempo. É uma entrevista muito, muito importante onde os dias que aí vêm depois das autárquicas – altura em que o senhor Costa perceberá que perdeu – e, no que concerne ao Orçamento de Estado do próximo ano.

Dessa conversa com os jornalistas do Expresso fico, assim de repente, com duas afirmações de Catarina Martins. A primeira que faço questão de vincar é esta: quando se fala de um Bloco brando, é a saudade que a direita tem do partido de protesto.  Que bom! E essa direita anda por aí feita pavão vaidoso, porra!

Depois duas afirmações que sossegam as minhas noites:

Há esta retórica no PS de que se tivesse a maioria absoluta ia fazer o mesmo. Não significa nada, não vai.

E o PS, e não é de agora, interiorizou o discurso de austeridade europeu. Mesmo quando compreende os resultados económicos positivos e fica contente com eles.

Pronto! Sempre gostei de quem não está com meias palavras e mariquices.

Operação de limpeza

É inevitável pecarmos. Mas nem todos reúnem os atrativos ou os meios para prevaricar com variedade e ardor.

Manuel S. Fonseca, E, 17.09.09

 

Li, como sempre leio, o semanário Expresso do último fim-de-semana.

Li, como sempre faço, com a distância que os dias nos provocam. Mas, lendo com toda esta naturalidade, fui incapaz de não notar e de registar estas palavras de Adelino Costa Matos, presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE): há regiões da zona norte onde a taxa de desemprego é baixa e onde os empresários têm dificuldade em recrutar. Há quem queira investir e fazer fábricas, mas não tem trabalhadores para abrir as portas.

E estas: agora lembramo-nos dos milhares de portugueses qualificados e não especializados que saíram do país e que já estão a fazer uma tremenda falta.

Claro!

Os dias continuam, como sempre, indiferentes às nossas vontades e exageros.

Felizmente que um tal de Pedro está quase à porta do cemitério politico. O outro, o Paulo, disse-se por aí, que se ri à fartazana.

 

Politica no paraíso

Foto: Rui Gaudêncio (Público)

O debate no espaço público é fulcral.

António Pinto Ribeiro, Visão, 17.09.07

 

Se o partido vencer, ganham todos. Se perder, o líder não cai. A um mês das eleições… é assim que começa a peça jornalística de Helena Teixeira da Silva, no Jornal de Noticias do passado sábado.

É um trabalho interessante sobre a realidade dos candidatos às eleições que mais motivam as pessoas em Portugal.

 

Desse trabalho destaco o lado direito da página 5 – o trabalho começa na página 4 – o olhar atento sobre o distrito de Braga: Vêm do PS sete dos oito candidatos independentes.

Claro que olhei para as palavras do senhor Barreto, mas sobre elas falarei depois; no dia 2 de outubro.

 

Ah! O inicio da reportagem deveria ser a realidade em todos os partidos; aqui à porta ou num outro lado qualquer.

 

Tempos interessantes *

Foto: Rui Duarte Silva (Expresso)

Ser social-democrata requer coragem cívica.

Miguel Morgado, Público, 17.09.02

 

As eleições autárquicas ainda não aconteceram e já estão a provocar tensão no PSD, escreve Margarida Gomes no jornal Público do passado sábado.

E, lendo a peça jornalística, ficamos sem dúvidas: há muitos “erros de casting” no PSD! E há. Seja em que parte do país for.

 

Mas daquele trabalho de Margarida Gomes o que quero mesmo é destacar o que Pedro Duarte e José Eduardo Martins – “cabeças de lista do PSD às assembleias municipais do Porto e Lisboa, respetivamente” – dizem sobre André Ventura: “o candidato a Loures já se afastou do programa social-democrata”.

Eu bem sabia que (ainda) há gente boa no PSD. E que recusa ligações a certos ismos de extrema-direita.

Infelizmente há por aí da parte dos social-democratas ligações que nunca deveriam acontecer. Até por aqui; ao pé da porta.

 

* ou vista do meio da solidão

Experiências com fracasso

Foto: Daniel Rocha (Público)

E pensei não poderiam os homens morrer como morrem os dias?

José Luís Peixoto, in Morreste-me

 

António Chora, que durante vinte anos liderou a comissão de trabalhadores da empresa (CT) da Autoeuropa e é do Bloco de Esquerda, reformou-se. Foi no início do ano. Oito meses depois acontece a primeira greve geral da empresa, apoiada por 75% dos trabalhadores, mas liderada pelo SITE-Sul, sindicato filiado na CGTP, escreve Nicolau Santos, na revista E, do último sábado.

Ui! Temos – vamos ter, não vamos? – festa a sério nos próximos tempos!

E será que o ‘aviso’ sindicalista não é mesmo um aviso bem sério do PCP ao governo do senhor Costa?

Com o passado bem presente

Só é capaz de virar uma coisa exatamente ao contrário quem conhece profundamente a sua forma original.

Ricardo Araújo Pereira, in A dança, o sofrimento e a morte entram num bar

 

Coisas que não me interessam nada – mesmo nada: “orçamento da coligação por Braga é maior que soma de Guimarães, Famalicão e Barcelos”. (Título do diário bracarense Diário do Minho, 17.08.20)

Coisas que me interessam muito – mesmo muito: nem todos os orçamentos são verdadeiros e espelho dos objetivos que servem; ou deviam servir.

Coisas que me preocupam muito – mesmo muito: infelizmente, gasta-se em Portugal demasiado dinheiro para vender a banha da cobra; no fim nada resta.

Um vazio supremo percorre as ausências; de mensagem e sem conteúdo e dos sorrisos colocados à pressa em cartazes brilhantes.