Realidade linda

foto: guimaraesturismo.com

 

Todo o gesto criativo está relacionado com o conceito de falta.

John Romão, ator e encenador, E, 17.05.06

 

 

Terminou, com os taipenses Smartini uma das apostas mais inteligentes na programação de Vila Flor no ano que está prestes a terminar: o som de GMR. Foi no primeiro de dezembro, dia da restauração – aquele feriado que os tipos da troika com o beneplácito do governo reacionário de Pedro e Paulo nos haviam roubado.

Para quem, como eu, assistiu a todos – perdão, senhores dos Paraguaii, não estava por cá, mas sei que estiveram em grande! – os espetáculos deste ciclo com bandas de Guimarães, nesta altura só posso dizer: a aposta no que de muito bom se faz em Guimarães no campo musical foi ganha. E que nem sempre o que luz em ribaltas (que só muito poucos conhecem o interrutor) é o melhor.

E Guimarães tem tantas coisas lindas, caramba!

Por mim, e sendo certo de que é, apenas, uma opinião, a de quem acompanhou, mais ou menos de perto, os concertos no café concerto de Guimarães, quero colocar em destaque três bandas e/ou artistas que gostei, gostei mesmo. De todos os concertos vinco: Ana, El Rupe e This Penguin Can Fly.

Sim! Tenho consciência de que é uma opinião.

Mas esta é a minha. E é muito sentida.

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Perder é importante

Era impossível fazer pior depois de Mesquita Machado, em particular depois dos desastrosos meses do seu derradeiro mandato. Por isso, tendo ganho as eleições de 2013,

a Coligação Juntos por Braga tinha o caminho aberto para brilhar. Conseguiu desiludir em inúmeras áreas, incluindo naqueles em que podia falhar.

Luís Tarroso Gomes, Rua, setembro 2017

 

Experiências com fracasso; impossível desejo de crescimento

Há momentos em que a prudência no discurso é aconselhada.

Catarina Martins, Expresso, 17.09.09

 

Na dúvida que continuo a manter; na verdade!, não me sai da cabeça quando olho para o exagero de palavras que alguns vimaranenses – incluindo alguns daqueles que (ainda) persistem em dizer que o poder politico sediado em Santa Clara não quer saber do Vitória – sobre o verdadeiro dono do posto de abastecimento de combustível ali bem junto ao pavilhão do INATEL e logo ao lado do estádio do Vitória. Ou, se não o dono, quem gere aquele espaço.

Quando (me) tinha assumido que não olharia para as parvoíces dos dias eleitorais que cruzam os dias eleitorais que cruza de forma intensa Guimarães, eis que me cai sobre a almofada quente um olhar para o qual não encontro resposta. Ou então, foi mesmo um sonho; feito

pesadelo tudo o que ouvi e li nas últimas semanas sobre apoios municipais a coletividades desportivas.

 

Prática transformadora

Ler é estar atento, é estar presente. Viver também é estar atento e presente.

José Luís Peixoto, Noticias Magazine, 17.09.03

 

Já tive a oportunidade de noutros momentos vincar por aqui os olhares atentos e perspicazes da vereadora responsável pela Educação na câmara de Guimarães, daí que ler esta sua afirmação – não vale a pena pensarmos em questões de mobilidade, de reciclagem, de estruturas sociais e educativas se não tivermos uma comunidade com um nível de educação que lhe permita aferir e beneficiar de todas as mais-valias – não me surpreende rigorosamente nada. Pelo contrário! Confirma o que penso sobre a forma como Adelina Pinto olha para a Educação: como ferramenta primordial no crescimento pessoal e social.

Desde logo, e como muito bem vincou na sessão de abertura da apresentação do Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolas do Ave, da responsabilidade da Comunidade Intermunicipal do Vale do Ave,

não há desenvolvimento de nenhum território se não houver uma forte aposta na educação.

Completamente de acordo!

Ou seja, numa região como a do Ave – um território muito rico – é fundamental continuar a aposta (já encetada) na mudança do rumo das coisas no que à Educação diz respeito. Até porque, como muito bem vincou a vereadora da Educação vimaranense, é preocupante a baixa escolarização da população adulta deste pedaço do território português.

Desde logo, com um trabalho de parceria e de mãos com todas as realidades que cruzam esta terra de referência em Portugal. Felizmente que – e Adelina Pinto vincou-o bem – é uma preocupação que une bastante os autarcas.

 

Operação de limpeza

É inevitável pecarmos. Mas nem todos reúnem os atrativos ou os meios para prevaricar com variedade e ardor.

Manuel S. Fonseca, E, 17.09.09

 

Li, como sempre leio, o semanário Expresso do último fim-de-semana.

Li, como sempre faço, com a distância que os dias nos provocam. Mas, lendo com toda esta naturalidade, fui incapaz de não notar e de registar estas palavras de Adelino Costa Matos, presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE): há regiões da zona norte onde a taxa de desemprego é baixa e onde os empresários têm dificuldade em recrutar. Há quem queira investir e fazer fábricas, mas não tem trabalhadores para abrir as portas.

E estas: agora lembramo-nos dos milhares de portugueses qualificados e não especializados que saíram do país e que já estão a fazer uma tremenda falta.

Claro!

Os dias continuam, como sempre, indiferentes às nossas vontades e exageros.

Felizmente que um tal de Pedro está quase à porta do cemitério politico. O outro, o Paulo, disse-se por aí, que se ri à fartazana.

 

Há uma solução ali; mais à frente

A angústia vem da necessidade de organização, de sistematização, da escolha de momentos que marcaram uma época.

António Borges Coelho, E, 16.04.02

 

De um lado a vida; do outro o desejo mórbido de entrega aos fantasmas que pairam no tempo – pelo tempo dos mortos.

Ui! O fantasma do desaparecimento?

Nunca acreditei na tua declaração de inocência. E, por mais triste que possas parecer, já só uma parte de mim celebra o teu olhar; outra não te vê.

Que queres dizer?

Eu? Na verdade nada; desabafos.

Então porque estás com esse teu olhar?

 

É apenas um olhar no devir. Vê se concordas comigo? Há partidos que parecem cultivar o prazer por não querer ganhar eleições, agindo como se tudo já estivesse no papo.

Onde para a iniciativa que comandava a agenda politica local?

Isso!, isso mesmo. Mas estás a olhar para onde?

Olha, mesmo aqui ao pé da porta…

 

Recuso ser mais uma vítima da moda

As coxas, apesar do seu coxear, vão e vêm pelas ruas.

Virgilio Piñera, in O grande Baro e outras histórias

 

 

Coisas que não entendo na minha cidade, a Guimarães que será (alguém duvida?) uma referência ambiental nos próximos tempos: a travessa de Camões com trânsito.

Não me entra; a minha cabeça sempre ocupada com outras realidades bem mais simpáticas não aceita, pronto!

E então ver as pessoas na ‘esplanada’ (quase no fim da dita) de um restaurante (ali localizado) a ‘gramarem’ com dose massivas de dióxido de carbono diz-me que não há quem saiba como viver. Ou não queira saber.

Pronto!

Jamais faria uma refeição ali, na travessa de Camões. Nem guardarei a bicicleta do lado esquerdo da travessa onde há uma planta velha e a morrer.