Rei inútil

foto: pressminho.pt

À atenção do senhor Barreto, líder distrital bracarense dos socialistas:

No trabalho do semanário Expresso sobre as próximas eleições autárquicas em Portugal escreve o jornalista Filipe Santos Costa que “num distrito que é um molho de brócolos para o PS” há casos a merecer acompanhamento; a sério: Fafe e Vizela.

Lição das coisas

Na casa à direita pendem trapos da varanda, um colchão sujo, espólio de mendigos.

Alexandra Lucas Coelho, in ao deus dará

 

1.Guimarães voltou a cair no índice de transparência municipal.

Porra!

 

2. Da posição que (já) ocupou entre os dez primeiros daquela tabela da associação cívica Transparência e Integridade [9º lugar em 2009], no ano de 2016 passou para 114º.

Bolas!

 

3. Quantos pontos baixou a transparência em Guimarães?

Claro que, como vimaranense que gosta de Guimarães e das suas coisas lindas, esta realidade é uma nódoa negra; muito negra.

Consagrar a diversidade

Fomos para o mundo a querer mudar os outros, e incapazes de ser mudados por eles. Ajeitamo-nos, mas não mudamos.

Alexandra Lucas Coelho, in ao deus dará

 

O jornal que se publica na vila de Lordelo – Lordelo Jornal – onde há muito, muito tempo até publiquei umas coisitas, faz muito bem em dar voz aos candidatos a Santa Clara, isto é, à presidência da câmara de Guimarães.

Mas, será distração minha?, não falta por ali qualquer coisinha?

A sério, vi, na página 6 Torcato Faria, da CDU, na 7 André Coelho Lima da Coligação, e nas páginas 8 e 9 Domingos Bragança, do PS – que diferença de páginas! –, mas onde está o ponto de vista de Wladimir Brito, candidato pelo BE?

Ok, ok, o Lordelo Jornal é uma associação local que, por acaso, tem dirigentes seus numa das bancadas da assembleia municipal de Guimarães.

Traços de realidade *

Pensava eu que a maledicência era, por caricatura, um grupo de senhoras com muita idade, sempre à janela a trocar informações sobre os outros, mesmo que mal os conheça. Enganei-me. A maledicência é ressabiada, mau perder, inveja, não tem idade, grau académico, sexo. É perigosa. Porque demagógica, pela desinformação e não é caricaturável.

Margarida Fonseca, Jornal de Noticias, 17.07.29

 

* Qualquer coincidência entre estas palavras e os dias lindos – aparentemente parvos – de Guimarães será um lamentável e triste sincronismo.

Sermões à distância

foto: oconquistador.com

Em Portugal quem não se meter num partido está tramado, é só pagar as contas dos outros e as vidas dos parasitas que andam a coçar o rabo por S. Bento.

Clara Ferreira Alves, E, 17.04.01

 

Leio na gazeta vimaranense duas caras, do passado dia 21, um texto com a batuta do antigo presidente de câmara de Guimarães António Magalhães que me faz pensar muito. Essas palavras saídas da pena de quem conhece bem a realidade vimaranense (muito melhor do que alguns poluidores ao dependuro de espaços lindos de Guimarães – como rotundas) confesso, sem rodeios, que me tem obrigado a olhá-las com alguma regularidade desde há uns dias.

 

Retive estas falas: a conduta de uns quantos, ainda que localizada, reforça a fragilidade do conceito negativo que a generalidade dos cidadãos tem da política autárquica. Os eleitos de proximidade não validarão pretensões pessoais, castigando os oportunismos dos travestidos de independentes.

Sem mais!

 

Acredito que, quando o mais marcante presidente de câmara em Guimarães escreveu este pensamento que lhe moía a alma, não tivesse conhecimento da lista que o atual presidente de câmara – e candidato a novo mandato – apresentou recentemente para as próximas autárquicas.

Ou será que António Magalhães sabia bem o destino das palavras que escreveu para o seu ponto de vista do jornal digital vimaranense?

O corpo à prova

Quando tudo parece falhar, podemos sempre recorrer a Shakespeare.

Jorge Calado, E, 17.07.22

 

Sendo certo que os limites territoriais são uma realidade que deve obrigar os responsáveis políticos a ações sérias e certeiras para salvaguardar as terras onde estão investidos de autoridade, não deixa de ser estranho que tais contendas surjam sazonalmente; quase sempre de quatro em quatro anos.

No que a Guimarães diz respeito só se lamenta que só agora um dos atores políticos com mais responsabilidades venha, de repente e em frente dos microfones, assumir que “ninguém quer, por questões políticas, perder território ou ceder”.

Obviamente!

Mas atenção! Realidades dúbias no território não existem só entre Guimarães e Vizela. O pior mesmo é aquela construção com quartos em Famalicão e cozinha em Guimarães.

Aposto que em 2021 os vimaranenses voltarão a ouvir falar de coisas-assim-à-espécie-de!