Sobrevivência dos nossos valores

Cada fundamentalismo tem o seu motor, o seu contexto e a sua cumplicidade.

Jonathan Littel, E, 19.01.05

 

1. Outubro é já ali. Com um extenso mês de julho e um agosto que passa sempre a voar, o setembro será o mês de festa das promessas. Pelo menos, é o que dizem os chefes de gabinete dos ministérios e dos partidos. Aquecem-se os motores de uma máquina cada vez mais desfasada das realidades comunicacionais. Tempos que correm; oportunistas e ocos!

 

2. Com tanta pressa, há eleições. E os portugueses, abanados e felizes com as ilusões projetadas pelas máquinas, cujo botão principal é manobrado pelos senhores donos dos partidos ou do governo – que, por estes dias, este tem a omnipresença do senhor Costa –, estão tentados a dizer que tudo está bem; muito bem.

 

3. Os comboios circulam; sim!, circulam algures – devagar, devagarinho – coitados! Sem força e velocidade, os pequeninos e novos portugueses nascem em qualquer maternidade da raia de uma Europa pujante que não dá mais uma lentilha para as contas do senhor Centeno, os caros concidadãos do interior – massacrados por fogos cruéis e devastadores, que, diz o centralismo de Lisboa, foram muito longe nos apoios recebidos (coisa distante de que já ninguém se lembra – desesperam pro respostas sérias e concretas.

 

4. E os vimaranenses, desiludidos com a ausência de um presidente da República, mais preocupado com o populismo que se veste de martelos coloridos no Porto e alhos-porros em Braga, se distancia das celebrações da “primeira tarde portuguesa”?

Senhores, caros concidadãos!, comecemos (até à próxima ilusão) a pensar muito seriamente que Lisboa se borrifa para a residência nortenha do presidente da República.

 

5. Em suma: se outubro é já ali; jamais os vimaranenses, os portugueses – todos nós sofredores e enganados pela ousadia enganadora das máquinas partidárias e institucionais – podemos fazer de conta que Portugal é um país simpático, acolhedor e respeitador das realidades democráticas.

Não?

Então por que carga de água vamos continuar a fazer de pacóvios do outro lado – dizem eles a província, não é?), dando de mão beijada aos mesmos de sempre a condução dos destinos dos nossos dias?

 

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Mau Ambiente

A Terra está doente e precisa que cada cidadão do mundo seja um escuteiro.

Domingos Bragança, na inauguração do monumento ao escutismo em S. João de Ponte, 16.12.08

 

1. Realidades que importa ter presente quando olhamos para o último ato eleitoral que teve lugar em Portugal; em maio: O BE é campeão do clima na Europa, CDS o pior classificado (título do jornal Público, 19.04.19)

Ah! A peça, com assinatura de Luciano Alvarez, não deixa dúvidas: PS e PCP também obtém notas positivas. PSD integra o grupo com piores médias.

 

2. Realidades que importa ter bem presente quando, em outubro próximo, os portugueses voltarem às urnas: não é aquela coisa que mistura animais, plantas, pessoas, touradas e coisas bem menos óbvias, que se preocupa com o futuro dos portugueses. É gente que segue as modas das redes sociais.

Ali não há algodão; como na promoção do detergente.

 

3. Realidades para olhar com atenção: se Portugal é uma gota minúscula no planeta, não deixa de ser importante que os portugueses votem com as preocupações ambientais em cima da mesa. E o texto do jornalista do Público deve fazer-nos pensar.

 

4. Em suma: estando, como está – cada vez mais –, em causa o fim do planeta, devia ser importante que os portugueses olhassem a sério para o futuro. No passado dia 26 de maio já mostraram um pequeno ‘olhar’ sobre esta realidade. Infelizmente ninguém ligou às eleições europeias.

Mas, as legislativas, estão aí!

Vale a pena entrar na sala de voto com a mente aberta.

 

Gente que não sabe deixar de ter vergonha

Veiga de Creixomil

Parece que o segredo da mentira é estar sempre a mentir sem parar e criar uma realidade paralela.

Salman Rushdie, Ípsilon, 18.05.11

 

Portugueses já pagam dívidas de Berardo, leio na edição do dia 22 de junho do semanário Expresso.

Quando será que os cidadãos com potência, tipo amigos de Afonso Henriques, criam uma nova batalha de S. Mamede?

Para lutarmos contra os vendedores dos nossos recursos e das nossas almas?

E, principalmente, para correr com invasores que são usurpadores sorridentes das nossas riquezas.

A mentira das férias II

1.Não gosto de políticos que, de manhã – relaxados com o sono noturno – negoceiam de um lado ‘coisas com consequência boas na vida das pessoas e, mais à noite, no cantinho das conspirações, são capazes de desdizer o que a alvorada ouviu. Dizem-me – já me disseram tantas e tantas vezes – que é isto a politica.

Porra! Politica não é a polis, a coisa pública, por onde circulam os cidadãos?

  1. A verdade é que no país onde a minha cidadania se faz de impostos duros e crus, há um governo – o tal do senhor Costa, lembram-se – que muda o bico ao prego sempre que a agitação (contabilizada nas janelas do oportunismo) se mostra.

Olhemos então para a realidade dos dias: taxas moderadoras, afinal, já não acabam. No Serviço Nacional de Saúde, sim!

Que saudades daquele senhor de apelido Arnaut!

Era do partido do senhor Costa?

       Que diferença de atitude.

jamais o silêncio

Os nossos insuficientes políticos não estão capacitados para saber o que deviam saber.

Clara Ferreira Alves, E, 19.06.22

 

Em fevereiro passado, por iniciativa própria, adormeci o meu olhar no devir.

Não foi bom nem mau; apenas uma opção. De momento.

Já passaram uns meses; tempo de uma reflexão – de reflexões capazes de mudarem tantos destinos e coisas.

 

Só que, nestes meses ‘solenes’ (no silêncio foram) o senhor Costa não parou de desiludir, fazendo de conta que os portugueses são todos seus “amigos e clientes” – ou do senhor Rio; que é como quem diz potenciais fregueses dos serviços praticados por privados em áreas onde o setor público tem que ser rei e senhor; ponto. Como forma de evitar que os desgraçados dos portugueses sejam atirados para uma qualquer urgência merdosa num país de merda como é, cada vez mais, o país de Centeno, Costa e Rio

Então o senhor Costa e o forreta (no Porto foi) do senhor Rio querem ver os portugueses; coitados, desgraçados, a sofrerem na pele a dor dos dias?

 

Se calhar podem (no olhar obtuso de Rio e Costa; pessoas que adoram engatar vontades privadas. Pela Saúde e outras coisas rentáveis). Mas, se calhar, há portugueses na merda com atitudes de uns senhores merdosos, não há?

Felizmente que, ainda falta um mês para as férias e depois sessenta dias dirão que as parvoíces de Costa, Rio e unes tipos mascarados de progressistas verão como as urnas só premeiam pessoas e não esquemas merdosos e liberais qualquer coisa.