De olhos bem abertos

Uma intervenção de fundo para a Praia Seca tem de contemplar, simultaneamente, a ligação ao parque das Taipas. Quando tanto se fala numa capital verde, não se devia promover o uso de carros para estes espaços.

Alfredo Oliveira, editorial Reflexo, novembro 2018

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De mala ao ombro

Já não contamos o lado obscuro das coisas. Pelo contrário, somos os que beneficiamos os interesses do poder.

Pilar Del Rio, E, 17.04.22

Ui! Ele há coisas…

Ex-administrador da CP que negociou a privatização da CP Carga foi trabalhar para a Medway; aquela empresa que fará um enorme investimento em território famalicense.

O título da peça – gestor que vendeu a CP Carga foi para a empresa que a comprou – assinada por Carlos Cipriano no jornal Público (18.11.11) diz tudo.

Confins de esperança

foto: cartacapital.com.br

Trump prometeu colocar 20 mil soldados na fronteira. Uma operação militar de grande escala contra migrantes e refugiados. Quem lançar pedras será abatido, prometeu. Aquilo é uma invasão. É uma guerra. É terrorismo. Diz ele. A caravana ou será parada ou arrastará tudo à sua passagem, incluindo a nossa humanidade.

Clara Ferreira Alves, E, 18.11.10

Conciliação ideológica

foto: João Manuel Ribeiro (Global Noticias)

Resisto a tudo menos às tentações, como dizia Oscar Wilde.

Paulo Bragança, E, 18.09.22

 

Os políticos, escolhidos pelo povo, têm responsabilidades. É isso mesmo que nos diz o semanário Expresso, no texto de editorial do último sábado: os padrões de comportamento dos eleitos do povo devem ser à prova de bala. De um político, e de um deputado eleito pelos cidadãos, não se espera nem se exige apenas que cumpra a lei. Espera-se e exige-se que o seu modelo de comportamento seja isso mesmo, um modelo. Uma referência para os cidadãos.

 

Infelizmente há eleitos pelo povo, cidadãos com responsabilidades acrescidas que parecem esqueceram as suas responsabilidades. E isso é grave. Como nos diz o presidente da Transparência e Integridade, José Paulo Batalha, no jornal Público (18.11.09): José Silvano foi apanhado a falsear o seu registo de assiduidade no Parlamento. A forma como reagiu tem a clareza do famoso manguito do Zé Povinho: queres ética? Toma.

AH! Olhando para este jornal diário importa vincar as palavras do seu diretor, Manuel Carvalho, em texto de editorial, do passado dia 8: o Rui Rio presidente da Câmara do Porto olharia o comportamento de Silvano como mais um sinal de decadência da politica partidária. O Rui Rio que existiu fora dos altos cargos partidários invocaria a mais alta exigência ética de quem representa os cidadãos.

E depois, o o Inimigo Público de sexta-feira passada até tem pinta: José Silvano revela que a password de todos os deputados do PSD é ‘PassosCoelhoforever’.

Olhar a recordar

O Centro Histórico de Guimarães é pequeno e frágil e não podemos, postumamente enjeitando todos os ensinamentos do turismo destrutivo das grandes e pequenas cidades por essa Europa fora, permitir que Fernando Távora tenha razão quando chamava ao Centro Histórico de Guimarães “múmia embrulhada em sacos plásticos”.
Francisco Teixeira, Mais Guimarães, 18.10.31

Caminho de sucesso

foto: Mais Guimarães

Viajar dá-nos a capacidade de conhecer a diferença.

Filipe Martins, E, 18.10.27

Nós crescemos com o crescimento dos nossos companheiros e mesmo no âmbito do Quadrilátero Urbano temos feito um trabalho conjunto de forma a abranger um território mias vasto, disse a vice-presidente da câmara de Guimarães.

Adelina Pinto, na reunião do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular que decorreu em Guimarães – na Plataforma das Artes – não só se manifestou a favor de Braga vir a ser capital da cultura em 2020 daquela estrutura supranacional, como não tem dúvidas e que tal realidade só “nos engrandece e vai fazer deste um território mais forte”.

Gosto desta visão e desta postura; um sinal inteligente que deveria ser dado noutras áreas num território que precisa de mais coesão nas suas ações.