Performance aromática

A coerência, ainda que sobre valores matriciais do regime, é como as ondas do mar: vai e vem.

Ana Sá Lopes, editorial, Público, 19.08.09

 

Governo garante ter reservas de popularidade para mais de dois meses, pode ler-se na manchete de o Inimigo Público (19.08.09).

E eu, português que ri com as graças e graçolas dos outros acredito.

Como acredito que “depois de nós o caos”. Mas onde é que já li isto?

Ah! “está tudo controlado” diz fonte oficial do governo do senhor Costa.

E eu também acredito.

E se não fosse a brincar que o Inimigo Público nos vai fazendo sorrir com tantos e tantos desencontros nas decisões dos dias?

 

pecados centrados no passado

Cada dia que passa os socialistas aumentam o seu contorcionismo para não dizerem em público aquilo que todos já percebemos que lhes vai no sentimento: o PS quer uma maioria absoluta para se livrar dos parceiros que o apoiam no Parlamento.

Manuel Carvalho, editorial, Público, 19.07.05

Curioso: “Costa propõe o que o PS chumbou”, Expresso, 19.07.27.

Ou então não!

O PS do senhor Costa não difere rigorosamente nada do histórico catavento que – ainda por aí existe – habita os telhados sagrados.

A casa do pito

foto: Paulo Dumas (reflexo)

Que importância terão as coisas que fizemos neste tempo se não forem significativas para aqueles que partilharam connosco este tempo?

Eliseu Sampaio, editorial Mais Guimarães, 18.12.27

 

Há uma casa comercial na vila termal de Caldas das Taipas que já leva 122 anos de vida. É obra!

Já por lá passaram quatro geração. É tempo a ter em conta!

Mas o curioso é mesmo o nome da casa comercial: a loja do pito. Ele há coisas!

Ah! É uma casa de tecidos que, pegando nas palavras do Paulo Dumas (Reflexo, junho de 2019), já leva ”mais de cem anos de pano para mangas”.

 

Nota de rodapé – O trabalho do Paulo está excelente! Parece que estamos a ver as peças dependuradas na Casa Martinho.

Gente que não sabe deixar de ter vergonha

Veiga de Creixomil

Parece que o segredo da mentira é estar sempre a mentir sem parar e criar uma realidade paralela.

Salman Rushdie, Ípsilon, 18.05.11

 

Portugueses já pagam dívidas de Berardo, leio na edição do dia 22 de junho do semanário Expresso.

Quando será que os cidadãos com potência, tipo amigos de Afonso Henriques, criam uma nova batalha de S. Mamede?

Para lutarmos contra os vendedores dos nossos recursos e das nossas almas?

E, principalmente, para correr com invasores que são usurpadores sorridentes das nossas riquezas.