A casa do pito

foto: Paulo Dumas (reflexo)

Que importância terão as coisas que fizemos neste tempo se não forem significativas para aqueles que partilharam connosco este tempo?

Eliseu Sampaio, editorial Mais Guimarães, 18.12.27

 

Há uma casa comercial na vila termal de Caldas das Taipas que já leva 122 anos de vida. É obra!

Já por lá passaram quatro geração. É tempo a ter em conta!

Mas o curioso é mesmo o nome da casa comercial: a loja do pito. Ele há coisas!

Ah! É uma casa de tecidos que, pegando nas palavras do Paulo Dumas (Reflexo, junho de 2019), já leva ”mais de cem anos de pano para mangas”.

 

Nota de rodapé – O trabalho do Paulo está excelente! Parece que estamos a ver as peças dependuradas na Casa Martinho.

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Gente que não sabe deixar de ter vergonha

Veiga de Creixomil

Parece que o segredo da mentira é estar sempre a mentir sem parar e criar uma realidade paralela.

Salman Rushdie, Ípsilon, 18.05.11

 

Portugueses já pagam dívidas de Berardo, leio na edição do dia 22 de junho do semanário Expresso.

Quando será que os cidadãos com potência, tipo amigos de Afonso Henriques, criam uma nova batalha de S. Mamede?

Para lutarmos contra os vendedores dos nossos recursos e das nossas almas?

E, principalmente, para correr com invasores que são usurpadores sorridentes das nossas riquezas.

Celebrar o ocaso e o outono

foto: cheia no Campo da Feira, 08.08.26

O jornalista [Joaquim] Novais Teixeira arranjou-me uns biscates para o Estado de S. Paulo. Há uma história engraçada com ele. [Ele disse] este é o José Rentes de Carvalho, escritor.

Rentes de Carvalho, E, 16.04.23

 

1. Falando das realidades – mais ou menos parvas e despidas de conteúdo – que atravessam os dias da minha terra – ah!, nunca serei pirata no mar agitado dos salteadores de tesouros cá do burgo – direi em jeito de introito, que sou um daqueles que nada têm para oferecer aos fantasmas citadinos. Não; não direi jamais “que se lixe a sociedade, os políticos e os líderes”; isso era ficar à espera do abismo!

2. Olhando para a minha terra, o que poderei libertar da minha vontade de dizer, será (mesmo) prender um olhar vadio sobre a fragilidade dos líderes. Políticos, partidários, sociais e (ditos) de elite…

Sim, não há líderes de elite em Guimarães nos dias que atravessam a nossa desilusão. Não; não há! Isso já foi! Há tempos. Recordo; pela proximidade em que vivemos: José Augusto Silva – fomos amigos e vizinhos – e Emídio Guerreiro; jogamos umas vezes às cartas lá em cima no lar que tem o seu nome. Com outro senhor que Guimarães teima em reconhecer: Armando Fernandes.

E lideres sociais? Outro Fernandes; o Joaquim. Irmão do Armando. Dois Fernandes de bitola larga. Este Joaquim de obra publicada: em fotografia; uma Guimarães feita imagem do passado. Ou outro Fernandes, Fernando no primeiro nome. Homem da música ou das artes e ofícios. Também com obra publicada, um senhor na alfaiataria vimaranense.

Paro por aqui; hoje e agora. Porque o passado de homens bons de Guimarães é extraordinariamente marcante. E o presente é tão diferente!

Mas o correr da pena (agora isso já não se diz assim, pois não?) traz-me tantas memórias dos Homens de Guimarães.

3. Resta olhar para os políticos de Guimarães.

E que tal terminar por aqui?

É que a (minha) memória já não é capaz de sorver (um) tempo; mesmo que mais recente que se perde no tempo, mesmo sendo até uma memória que tudo faz para trazer aos dias tão parvos que nos vão desfazendo realidades lindas de antanho.

4. É claro que este é um texto incompleto. Muito mesmo! Por isso, antes de terminar, importa vincar um outro nome. Também Joaquim. Santos Simões. Uma grande marca liderante em Guimarães. E é; é mesmo uma marca liderante! As suas marcas cruzaram a cultura, o associativismo e a política, uma coisa que se perde em terras de D. Afonso, não perde? Ou é mesmo erro meu e as associações já acordaram para o futuro?

Debate sobre nada

foto: Paulo Dumas (reflexodigital.com)

Os políticos fazem o que podem para se tornar reconhecíveis, mas nem sempre resulta.

Luís M. Faria, E, 18.02.02

 

Aconselho vivamente os vimaranenses a lerem as palavras que Bruno Fernandes, atual líder dos laranjas em Guimarães, publica no reflexodigital (19.01.31). Vale a pena perder uns minutinhos a mitigar um conjunto de palavras, um combinado de ideias que, na verdade, nada dizem.

Não, não é exagero. Dizer que o PSD tomou uma posição firme sobre os constantes adiamentos de projetos estruturantes para o desenvolvimento de Guimarães (…) é dizer nada; rigorosa e definitivamente nada.

Tomar posição é chamar os jornalistas para mostrar um cartaz gigante com a cor laranja do PSD?

E dizer que o atual edil vimaranense só fala do futuro de Guimarães, às vezes e, diz o máximo responsável dos social-democratas em Guimarães, especialmente com uma gestão cirúrgica do calendário eleitoral.

Isto é que é pontaria! Tudo o que possa ser dito de seguida morre; de imediato e não adianta acrescentar que se torna cada vez mais evidente a falta de visão e de capacidade para executar uma verdadeira estratégia de desenvolvimento concelhio.

Esta forma de olhar o dia-a-dia em terras de D. Afonso é fabulosa!

O vazio total. A falta de ideias. O custo – sim!, porque os cartazes custam dinheiro, e o outdoor na rotunda Silvares ainda custa uns trocos! E nem uma solução.

O que não espanta, na verdade! Desde logo, porque o PSD de Guimarães sabe muito bem o que se passa na rotunda de Silvares. E depois porque, sabendo, como sabe, e sentindo-se ultrapassado na sua habitual inércia, o seu líder – atual líder; e de passagem, pelo que já se vai ouvindo em surdina – quis mostrar que está vivo.

Infelizmente os vimaranenses continuam sem saber quem é Bruno Fernandes!