Somos culpados e matamos futuros II

Prefiro ser rude e apontar com o dedo a ser acusado de conluio com qualquer dos falecidos filósofos franceses dos últimos anos.

Manuel S. Fonseca, E, 17.12.01

 

Adoro a liberdade; a opção individual sobre as ações e atos ou atitudes.

 

Adoro a liberdade que os partidos concedem às pessoas; os seus militantes. Oh! Se adoro!

Adoro a forma como as estruturas de poder adoram a liberdade de cada um, quando se trata do endeusamento ou do culto do chefe.

AH! Adoro a liberdade de pensamento; expressão e olhar. Aqui, lá mais em cima ou ali mais ao lado.

 

Como adoro pensar, olhar e expressar-me livremente deixei de adorar as estruturas e/ou instituições onde o culto do chefe, o endeusamento do líder ou a criação de um deus – com ou sem celebrações, parlamentos ou altares – são

(apenas)

janelas para o tributo.

 

Qualquer semelhança com os dias que correm nos dias processuais dos partidos, seitas ou grupos religiosos, não é mera coincidência; apenas faces de uma mesma moeda.

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Misturar com vaidade

foto: jornaldenegocios.pt

O individualismo excessivo tem efeitos altamente destruidores sobre a sociedade.

Isabel Capeloa Gil, Público, 17.08.21

 

A “anormalidade” do funcionamento da ERC [Entidade Reguladora da Comunicação Social] é da responsabilidade do Parlamento,

escreve Pedro Lima no caderno de Economia do semanário Expresso (17.10.28).

Sim! Carlos Magno, “contrariando o parecer técnico da ERC e as posições dos seus colegas no conselho regulador”, bloqueou “o veto à compra da Media Capital pela Altice numa altura em que a ERC não está a funcionar normalmente”.

O anormal, afinal, disto tudo é Carlos Magno ainda continuar a presidir à ERC, ou será só impressão minha?

 

Ah! Escreve Nicolau Santos na mesma edição do semanário Expresso: perante a brutal clareza deste perecer da ERC, há que perguntar a Carlos Magno: o que é que não percebeu? E o que pensam o PS e o PSD sobre este magno assunto?

Falar de deus é pecado

Foto: hiveminer.com

Abomino, pelo aborrecido que me palpita ser, a ideia de um medo libertino

Manuel S. Fonseca, E, 17.09.09

 

Coisas que não entendo – ou, se calhar, são (mesmo) só confusão do meu olhar: Rui Massena e o seu Rui Massena Banda tem agendado seis concertos ao vivo. Coisa linda, senhor maestro!

O mais perto dos vimaranenses destes concertos – programado para o dia 26 de janeiro próximo – é em Braga; no Teatro Circo. Merda!

Não era este senhor que andava por terras de D. Afonso em tempos de capital europeia da cultura?

E não era ele que se dizia apaixonado por Guimarães e pelas suas realidades?

Felizmente que há em Guimarães outras coisas lindas. Mesmo na área em que o senhor mastro Massena navega.

Experiências com fracasso; impossível desejo de crescimento

Há momentos em que a prudência no discurso é aconselhada.

Catarina Martins, Expresso, 17.09.09

 

Na dúvida que continuo a manter; na verdade!, não me sai da cabeça quando olho para o exagero de palavras que alguns vimaranenses – incluindo alguns daqueles que (ainda) persistem em dizer que o poder politico sediado em Santa Clara não quer saber do Vitória – sobre o verdadeiro dono do posto de abastecimento de combustível ali bem junto ao pavilhão do INATEL e logo ao lado do estádio do Vitória. Ou, se não o dono, quem gere aquele espaço.

Quando (me) tinha assumido que não olharia para as parvoíces dos dias eleitorais que cruzam os dias eleitorais que cruza de forma intensa Guimarães, eis que me cai sobre a almofada quente um olhar para o qual não encontro resposta. Ou então, foi mesmo um sonho; feito

pesadelo tudo o que ouvi e li nas últimas semanas sobre apoios municipais a coletividades desportivas.

 

Acabou o tempo; vamos em frente

Foto: Alberto Frias (Expresso)

Os bolsos dos portugueses estão cheios de otimismo, mas o dinheiro que lá encontram, sempre que remexem os bolsos é praticamente o mesmo de há dois anos.

Rosália Amorim, Dinheiro Vivo, 17.09.09

 

O semanário Expresso, na sua edição em papel do último sábado, publica um trabalho – com assinatura de Adriano Pinto e Rosa Pedroso Lima – sobre o estado do governo do senhor Costa. É um trabalho que nos dá o retrato do princípio do fim. Mesmo que a remodelação do governo do senhor Costa ainda – sublinho – ainda “seja tabu, chutado para depois do Orçamento de estado”.

Confesso que, mesmo vincando as palavras dos dois jornalistas, mormente no que concerne à lamentável e triste realidade dos incêndios, o que mais gostei foi da ilustração das páginas 4 e 5. Caramba!  Sérgio, não te imaginava com esta pinta para o desenho!

Importa vincar que a gravura que ilustra o trabalho jornalístico “estarão as chamas a atingir o Governo” é de Sérgio Sousa Pinto, antigo líder da JS e antigo deputado europeu.

Parabéns, Sérgio! Sempre apreciei a tua lucidez.

Esperanças adiadas ou os dilemas dos dias que correm?

Trânsito às oito da manhã. Marcelo Rebelo de Sousa não é um aselha na estrada. Há uns condutores fora de mão. Irritados. Outros pacientes. A rádio debita recados. O presidente da República leva os quatro piscas ligados. A todos acena. A todos sorri. E ninguém lhe passa à frente. Nem pela esquerda. Nem pela direita. A estrada é dele. (…) O presidente da República sabe que é mais sinaleiro do que condutor. Mas alguém tem que fazer fluir o trânsito.

 

Domingos de Andrade, Jornal de Noticias, 17.09.09

A verdade da ilusão; recompensa sempre

Julgava entender enfim o herói sem nenhum caráter: no fundo, no fundo, o futuro dava-lhe preguiça.

Alexandra Lucas Coelho, in ao deus dará

 

Num minimercado de proximidade, daqueles onde as pessoas que por ali moram vão quase todos os dias, a simpatia é uma realidade.

Num minimercado de proximidade onde (quase) todos nós vamos a correr é bom sentir um sorriso das pessoas que nos recebem o dinheiro na caixa.

Num minimercado de proximidade é tremendo encontrar sobre a caixa registadora, onde pagamos as compras feitas a correr, publicidade de um candidato de proximidade.

Pois é! Encontrei um destes dias – por cima da caixa registadora do supermercado de proximidade – campanha eleitoral de um dos candidatos; curiosamente aquele em quem serei incapaz de votar no próximo dia 1.

E não gostei. Como não gostaria se outro candidato de um outro partido fizesse o mesmo.

A não ser que a política local tenha decidido ser igual aos hipermercados onde vale tudo.