Movimento do tempo

Os teatros têm uma responsabilidade de diversidade, de apoiarem e respeitarem a criação artística, e sobretudo de serem um lugar de liberdade para o pensamento divergente.

Paula Garcia, diretora do Teatro Viriato, Expresso, 19.02.02

 

Sempre que posso, faço questão de participar no Guia de Visita que a Casa da Memória organiza uma vez por mês, numa tarde de sábado.

Já assisti a momentos muito, muito lindos. Como o do último sábado, sob a batuta do núcleo de estudantes da licenciatura em teatro da Universidade do Minho (NELTUM), em que os jovens estudantes da UM conduziram as pessoas entre as paredes da Casa da Memória.

E foi excelente.

Fiquei feliz por ver a Patrícia e o Luís conduzindo as pessoas entre provocações. É verdade! A memória também se faz de cheiros (ou odores), sons, coisas que só os dedos identificam.

Que organização no pormenor das coisas!

E, já num outro patamar da casa com memórias em terras afonsinas, a forma como se apelou à memória pelos sentidos e, principalmente, como foram recordadas as memórias das primeiras representações destes alunos de teatro não foi só diferente, foi lindo!

Há sábados que vale a pena sair de casa. E seguir os passos de uma juventude irrequieta, altamente criadora e criativa.