Continuar a viver na aldeia ou em vaidades encenadas? III

A oficina são as pessoas; trabalhar para as pessoas.

Nuno Faria, diretor artístico do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), debate do Teatro da MemóriaA Oficina ano zero – Café Milenário, 19.01.17

 

Se trinta anos depois do seu nascimento a cooperativa municipal a Oficina, detida em grande maioria pelo município vimaranense, ainda não soubesse o que é o futuro, então, todos os vimaranenses – mesmo os que se deslocam às conversas no café Milenário; sempre agradáveis e simpáticas, andavam enganados.

Seria algo do tipo a cooperativa vimaranense responsável pelas coisas lindas no que à cultura diz respeito era uma treta.

Felizmente que não é assim. E, trinta anos depois do senhor António Xavier ter olhado com carinho para o artesanato vimaranense, eis que a Oficina é uma referência. Fabulosa. Em Guimarães. E no país.

Ai se não fosse a Oficina como teria sido a Capital Europeia da Cultura?

 

Uma nota final e de rodapé, e fazendo uma ligação abusiva à conversa do Teatro da Memória – A Oficina ano zero – Café Milenário, 19.01.17, cito as palavras de Ivo Rainha (frepass Guimarães): os artistas do gangue não estão cá. No Milenário só vi dois, na verdade.