Beleza em estado puro

foto: Paulo Pacheco

Quando teve a ideia de fundar a cooperativa Oficina, o presidente da câmara António Xavier estava longe de imaginar que estava a dar o primeiro passo para fazer de Guimarães uma capital da Cultura.

Delfim Machado, Jornal de Noticias, 19.01.18

 

Das memórias profundas – tão distantes dos dias frios e fervorosos que apagam desejos vimaranenses –, de há trinta anos, vinco com todo o carinho – tal e qual como as memórias de quem esteve lá; no café Milenário (ou no dia 16 ou no dia 17 do mês que está quase no final) algumas ideias que por ali passaram.

 

Começo pela antiga vereadora da câmara de Guimarães, Francisca Abreu: – diretor artístico e administrador não

Gostava que houvesse mais gente a responder às convocatórias. E continuo comas palavras de Adelina Pinto, atual responsável pela cultura em Guimarães, mas presente no debate, na qualidade de responsável máxima da Oficina: que barreira é esta? Oficina lugar altaneiro onde só alguns chegam? Estigma?

João Pedro Vaz, diretor artístico daquela estrutura municipal colocou o dedo numa ferida; crónica: o que sai daqui é quem fala tanto não aparece

Ah! E em jeito de mea-culpa, estas palavras do anterior presidente de câmara de Guimarães António Magalhães fizeram-me pensar tive uma investida bacoca contra o Guimarães Jazz. O meu amigo Raul Rocha bateu-me muito.

Pronto! Já olhei (pouquinho) para afirmações e olhares de que está dentro da Oficina há tempos e tempos e fico, agora, a olhar o devir – outro devir, vai-nos dizendo a Oficina.

Está bem!

 

E em rodapé, lembrei destas palavras do antigo diretor do semanário Expresso, Henrique Monteiro (E, 19.01.19): A democracia, que no passado necessitava da cidade para se exercer, necessita, ainda hoje, de um espaço comum em que nos possamos sentir iguais, ou pelo menos com uma matriz, cultura e civilização semelhantes.

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