olhar da semana

Às vezes, cada vez mais vezes, Brito, a minha aldeia natal, assoma-se violentamente distante; outras, poucas, na verdade!, tão próxima. É nesse ápice que pincho para os tempos de escola. E tempos de escola primária é ter em frente, no nosso querido recreio, o monte maior das redondezas (por aquela altura era, seguramente): o monte de Penedas. Hoje, muito para além de uma memória distante e fria, diga-se, é uma elevação seca e fleumática onde nada há para além de um parque de estacionamento. Privado. Nada mais. Nem altura tem, na verdade! Mas entre uns seis anos de sacola castanha às costas e os dias de hoje tudo é tão diferente. Violentamente desigual e díspar. E Brito, sinceramente, é cada vez mais uma paragem no tempo; distante. E convencida de que civilização é destruição.

Ah! Esta foto é de 21 de janeiro de 2007.

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