Viagem ao vento

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Vivemos num mundo mediático instantâneo em que os políticos vão e voltam.

Carlos Moedas, Público (e Renascença), 18.11.08

 

1. Seguir-te nesse olhar penetrante é um ato de resistência – algures entre o lado negro de nós, sabes?

Voltastes, outra vez com o teu lirismo?

Jamais!, meu caro; vivo num tempo sem tempo – jamais ficarei na linha de fantasia de tudo… Ah! Caramba! Olha-me bem estas palavras de Luís Pedro Cabral (E, 18.11.17): um estudo avaliou o grau de chauvinismo cultural das nações europeias. A Grécia está no topo, juntamente com vários países de Leste, que consideram a sua cultura superior a todas as outras. Portugal está entre os moderadamente altos. Tão bom! não te parece?

Sim, é uma realidade confirmada num estudo recente, sabes?

2. E, sendo certo que todos, sim todos (até os parvalhões liberais – por mais que tentem dizer o contrário; espalhando-se ao comprido da falta de argumentos) somos europeus. Com olhares muito para além das parvoíces instaladas nos partidos. Assim… tipo aristocratas e caçadores como alguns senhores do PS…

Ui! Que dizes?

Na verdade, estou mesmo a olhar para Manuel Alegre, um aristocrata por quem apaguei as luzes da consideração.

A sério?

Sim! Caçador e destruidor de equilíbrios ecológicos por mais poetas que sejam os predadores.

Ena!, mas sim, tens razão. Dentro dessa razão sublinho estes dois textos de editorial: A tourada continua a ser um espetáculo e o PS também. (Amílcar Correia, editorial, Público, 18.11.16. E este Na arena, o país divide-se. E na bancada do PS também. (editorial, Expresso, 18.11.16).

3. Bem visto!, mas dá atenção a este olhar do diretor do semanário Expresso, Pedro Santos Guerreio (Expresso, 18.11.17): se os políticos tivessem com a cultura um décimo da convocatória que ganham com as touradas, Portugal seria um império. Não te parece que nós, vimaranenses, teríamos um apoio igual aos senhores de Lisboa e Porto para o nosso Centro Internacional das Artes José de Guimarães?

Sim; parece-me! Mas isso era se Portugal fosse “um império”. E os impérios também têm capitais centralistas.