Assombros de rebeldia

Não se deve prestar demasiada atenção aos aplausos nem aos apupos

José Eduardo Agualusa, E, 16.05.21

 

Ricardo Rio diz que a euro região Norte de Portugal-Galiza tem muito a ganhar com o trabalho conjunto de promoção dos seus recursos comuns.

E qual é a novidade, senhor?

Há muito que é assim. Pena é que, só às vezes, os dirigentes políticos tenham a ‘coragem’ de o dizer publicamente. Sempre, infelizmente!, por conveniências de calendários político-partidários. Perdão! Calendários eleitorais.

Mas, sejamos claros, não é apenas Ricardo Rio, enquanto presidente da assembleia daquela estrutura do noroeste peninsular, são os políticos da região de entre o Ave e o Cávado (ou neste caso entre o Ave e a Galiza); todos. Que, sejamos realistas, copiam os políticos que vão passando pelo centralismo do Terreiro do Paço, aquele poder centralista e centrifugador que tudo impede que sai da sala de visitas de um país cada vez mais pacóvio.

Uma coisa é certa: temos tudo a ganhar em trata o território de forma concertada, como vinca Ricardo Rio.

Esperemos que, por exemplo, no Quadrilátero Urbano, os quatro – gostaria que fossem mais, a começar por Viana do Castelo – municípios sejam capazes de largar os seus olhares umbigais e darem as mãos pelo futuro de uma região que tanto precisa de ações consertadas.

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