ai os destroços citadinos

cada novo olhar saído do teu silêncio

apático tem um destinatário

incerto

um caminhar discreto; um corpo

passando de mão em mão. nasci

 

para te amar. ser terra – uma vez mais!

 

a liberdade soa a palavras antes de ti

em cada novo olhar abro o horizonte: estou

velho. jamais deixarei

que me digas como são as novas cidades!

 

cada novo olhar é, já se viu, uma composição

branca e sublime

dos movimentos à janela; chã

e tantas aguarelas na parede!

 

continuamos a ser terra?

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