Destinos de fogo

Comove-me que este país não respeite o trabalho das pessoas, não valorize as pessoas, sejam elas novas ou velhas.

Tó Tripes, E, 18.08.05

 

O filósofo (também ensaísta, jornalista e ativista politico) espanhol Ortega Y Gasset dizia que a cultura é uma necessidade imprescindível de toda uma vida, é uma dimensão construtiva da existência humana, como as mãos são um atributo do homem.

Não podia estar mais de acordo!

O problema é que – mesmo que o diretor artístico do Teatro Circo, Paulo Brandão tenha toda a razão quando diz que a circulação dos livros é, quase sempre, a preocupação maior dos escritores (Rua, setembro 2018) – sendo a leitura um passo enorme para a cultura, a jornalista e escritora Ana Cristina Leonardo é que tem razão: deixemo-nos de panos quentes. É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que encontrar uma criatura de Deus a ler um livro no Metro (E, 18.08.25).

E o problema é que não apenas no Metro; há tanta, tanta ausência de leitura em Portugal, que é como quem diz, num país que só olha para números, é lamentável que a cultura seja tão oca.

É impressão minha ou o principal responsável pela Cultura no meu país (anda tão apagado, não anda?) também é escritor?

Pronto, Tó Tripes, para os que cá ficamos não há outro remédio senão viver a vida da melhor maneira.