Números são números

O mundo é o que é; os homens que são nada, que se permitem ser nada, não têm lugar nele.

V. S. Naipaul, Nobel da Literatura em 2001

 

Sempre tive muitas dúvidas sobre promoções – feitas notícias, entradas ‘a martelo’ na comunicação social; pelo menos em certa imprensa –, mas a agitação diária impõe-me silêncios. Pronto desabafei!

Mas, já percebi que não tenho cura. E nunca deixei de olhar para o que me rodeia. As realidades e os números.

Pronto! Já disse o que adiei no tempo!

Sendo verdade – escreve o Joaquim Martins Fernandes no Diário do Minho (18.08.11) – que o aumento das exportações e a descida das importações permitiram a Braga um saldo positivo de 371 milhões de euros, no primeiro semestre deste ano; o que saúdo, naturalmente, não sou capaz de ignorar que Guimarães subiu as vendas ao mercado externo em 8,57 por cento.

Excelente, não é?

Não é?

Então o baluarte das multinacionais na região do Ave não subiu 0,5 por cento?

Pronto, pronto! O que importa mesmo para a região são aqueles que acreditam em números; números oficiais, que as exportações no entre Ave e Cávado ajudam os destinos dos povos e, fundamentalmente, a gestão dos dias políticos.

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