Império à parte, nada fiz

 

Eu estava um pouco bêbado. Não em qualquer sentido efetivo, mas o suficiente para estar descuidado.

Ernest Hemingawy, in Fiesta

 

Ao longo dos dias agitados que todos – ou a grande maioria, para ser mais exato – nós portugueses, espantados com carpires de mágoa para eleitor ver, ou com palavras parvas, vale a pena olhar para o que nos dizem os jornais semanários. Mais elaborados, ou melhor, com mais tempo de amadurecimento das agitações do que os diários ou os digitais.

Olhando para o Expresso, é impossível não deitar um olhito – ainda que passageiro na rubrica Gente. Da última edição (18.07.28) fico um sabor a prosa deliciosa este naco de palavras tão belas: António Costa foi trabalhar a imagem no programa “5 para a Meia Noite”. E entre outros tesourinhos, fez uma confissão bombástica: mentiu uma vez a um jornalista. Gente aposta que, um pouco por todo o país, jornalistas de várias redações acharam que era a eles que o primeiro-ministro se referia.

E este olhar do diretor daquele semanário sobre as coisas que por aí se vão dizendo com a importância que o vazio, cada vez mais, engalana? Carlos Abreu Amorim – A tentativa de aproveitamento político dos incêndios na Grécia foi um momento de vulgaridade facebookiana deste deputado. Não surpreendente, ainda assim escusado.

Pronto!

Realidades de um país que teima em olhar para o umbigo ou para as parvoíces que lhe impõem e que desistiu de ser sério.

 

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