Desfeitos no meio do mundo

 

Se esperavam filosofia, não se prendam, que só vou falar de velhice e da linha do horizonte.

Manuel S. Fonseca, E, 17.12.08

 

Há um trabalho interessante sobre o comércio internacional no caderno de economia do semanário Expresso do último sábado.

Num texto da responsabilidade de Joana Nunes Mateus, e “agora que o Instituto Nacional de estatística (INE) já divulgou o valor das mercadorias exportadas por cada um dos 308 municípios portugueses até 2017”, o trabalho jornalístico não me deixa (totalmente) triste como vimaranense. Ou melhor, sobre a realidade exportadora das empresas vimaranenses. Guimarães até nem está mal colocada nos topes exportador e valor; muito embora eu vimaranense desiludido me confesso: esperava mais. Na verdade!; muito mais.

O pior! – o indicador que mais me tira o sono (e que consta dos quadros da peça jornalística) é mesmo o top dinamismo. Ninguém vê por onde anda Guimarães. E não havendo dinamismo não há milagres. E essa realidade cruza as realidades politica – sim senhor! –, mas muito, muito mesmo – não vale a pena vir com estórias da treta – ou principalmente, o empenho dos empresários ou investidores.

Ah! Aquilo que não me vai deixar dormir esta e as próximas noites: olhando para a realidade do município de Braga sinto um arrepio grande quando leio que o crescimento bracarense se deve ao “dinamismo da Universidade do Minho e demais protagonistas”.

Bolas! Não é por nada, nada mesmo senhores!, não fosse o facto de a UM também estar por Guimarães.

 

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