homenagem ao pai

de que matéria é feita a tua vontade? seres brancos

o que não és – sonhar em territórios de encantos! –

(música prendendo as tradições ao calor do chocolate)

a música prende os sentidos, é passeio sem fim!

 

já não há olhares que aqueçam o coração, pois não?

e então nesta cidade vertical! amores impossíveis; suspensos

lá por detrás da penha são lendas! e os corpos mortos pairando

silêncios; pelo desfiladeiro da tua vontade!

os rios; grandes são grandes rios – e os homens; sempre

cresceram nas suas margens – deixaram grandes marcas.

dos rios (ou nos rios?). e da evolução

da matéria. herança infinita

chovia naquele fim de tarde. tudo em silêncio. em volta.

aresta certa

 

onde ficam todas as inquietações – de que matéria é a matéria de nós?

 

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