Somos tão parvos; nós votantes, não somos?

 

foto: observador.pt

O dono da obra é o primeiro arquiteto.

Siza Vieira, E, 16.03.19

 

1. Um senhor com nome de excelência futebolista importado da América Latina que é secretário de estado no governo do senhor Costa – que assina Miguel como aquele traidor que nos encravou em 1640 – em entrevista ao jornal Público (18.03.25) mata-me. Literalmente.

Vinco as palavras do senhor: um dos objetivos da secretaria de estado e do ministério da Cultura é que o reforço progressivo do financiamento se faça criando instrumentos importantes para suporte da governação.

 

2. A sério? Peço desculpa pela dúvida, mas lendo as palavras de Vª Exª [saber a ‘situação de miséria dos artistas] é penoso e motivo de grande angústia

 

3. Assim sei lá se posso acreditar em Vª Exª quando nos diz que também vive desse lado do setor ao qual também continua a pertencer. Sabe senhor secretário de estado, o mal de Vª Exª é acreditar nos milagres ditados pelo senhor Costa!

Mas o melhor é dar a palavra a quem sabe do que fala: de nada vale repetir que o apoio do Estado às artes é sempre território propício à polémica e ao desentendimento. Vale, isso sim, olhar para os efeitos práticos de tal sistema, Nuno Pacheco, editorial, Público, 18.03.25.

 

4. Um ministro sem capacidade para atuar sozinho foi atropelado por um primeiro-ministro sedento de acalmar as hotes. Lead do texto – Os ziguezagues no Apoio às Artes que Alexandra Carita assina no semanário Expresso de hoje sobre os apoio oficiais às artes.

É a diferença entre 0,2% e 1%, não é?