Impasse vergonhoso

 

Digo-te que hei de procurar-te no dia do juízo final e amaldiçoar-te pela tua infinita e divina mesquinhez.

Knut Hamson, in Fome

 

1. Uma peça com assinatura de Abel Coentrão no jornal Públicoações contra o “desvio de fundos europeus por Lisboa vai até ao fim” (18.01.31) – mostra-nos como (ainda há; continua a existir por mais palavras pacóvias que sejam proferidas) há no norte quem não fique “a dormir na forma”.

Na verdade, sendo total – e infelizmente! – certo que Lisboa tem a mania de que é dona e senhora de tudo isto, a “área metropolitana do Porto já ganhou no Supremo uma das ações contra a aplicação em Lisboa de verbas das regiões de coesão do anterior quadro de apoio, por via” do “ chamado spill over”.

Por que raio nós nortenhos lutadores fazemos de conta que Lisboa é que conta?

É um contrassenso com a minha afirmação anterior, não é?

Espero que seja, na verdade! Porque a história tem dito o contrário.

 

2. É verdade que os lideres distritais das estruturas partidárias – claro que também no norte! – devem vassalagens às estruturas partidárias nacionais, mas não há partidários de tomates que batam os pés a Lisboa? E mais concreta e objetivamente ao centralismo?

Não?

Infelizmente realidades doentias e destruidoras dos últimos meses – designadamente no último mês de outubro – dizem-nos que Lisboa a decidir é o caos.

 

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