Casa de papel; palavras?

Quase tudo o que produzimos com o nosso trabalho é-nos roubado pelo ser humano.

George Orwell, in A Quinta dos porcos

 

Parece que em Guimarães há uma associação que – era suposto (noutros tempos fê-lo muito bem – devia fazer, porque não faz rigorosamente nada porque não presta. Esta associação devia cuidar das dificuldades de quem no território vimaranense sofre das dores dos investidores em terras afonsinas, mas essa associação não quer essas dores.

 

Se essa tal de associação comercial e industrial, com sede pomposa e em palácio de requinte, fosse criativa mandava às malvas o carrinho de compras dos apoios públicos e fazia; criava. Inovava. Seria o que sempre foi até há um curto par de anos: uma referência.

Infelizmente! essa tal de associação comercial e industrial virou periscópio: só olha o umbigo. Não vê coisas lindas a acontecer à sua volta. E nem estou a olhar para a ousadia – que bom é inovar, senhores de Braga! – ideia Amigos do Café.

Não custa nada, senhores da tal associação comercial e industrial de Guimarães! Saiam do gabinete. Ajam. Façam acontecer. Não fiquem à espera que os apoios surjam em forma de subsídio.

Só por curiosidade: os senhores, aqueles senhores que fizeram festas de natal numa praça mais central sem um cêntimo dos seus cofres, já perguntaram aos vimaranenses que inovam, investem e criam riqueza quanto custaria fazer na cidade-berço uma coisa simples como os Amigos do Café?

Ah!, e em jeito de rodapé, há belos sumos naturais em estabelecimentos de restauração vimaranense. E não são apenas sumos de laranja.

São muito criativos e saborosos!

Nota: este texto já tem uns meses. Ganhou nova vida ao ler esta realidade.

Ontem como hoje a história triste repete-se.

 

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