traição das aparências

a água evapora-se – dos rios. em portugal; esbanjando

o atributo da vida. e deus esquecendo; trocando

todas as voltas e o tempo; derrotas na bulha dos homens

e apetites obscurecidos – negros e desarvorados! – a água?

em portugal? futuros pintados em sons sujos!

 

que saudade do pastel do campo! sempre húmido

a água morreu; em portugal. secas, secas, tantas secas!

mutações civilizacionais?

desejo obscuro construído em devires impossíveis

políticas ocas; aventureiras e brancas na estupidez da aparência.

 

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