em rota de colisão com o sonho

I

perdemos o sono, afastamo-nos da natureza – ali está

a energia; fonte maior, alimento dos dias – a seguir

há governos amansados!

 

a pobreza só existe em absoluto

em quem a sente; só pode ser contada

por quem a vive; a seguir há governos que tombam!

 

um vampiro, a seguir há governos que adormecem!

perdemos o sono

afastamo-nos da natureza

 

nem a crítica imbecil atinge o sagrado – perdemos o sono;

afastamo-nos

a pobreza existe mesmo!

 

II

 

uma religião – que não admite a crítica! – ficamos

velhos; tão velhos; de repente!

nem sempre é possível sexo no fogo para afastar

corpos vadios; pessoas de olhares cilíndricos; vampíricos

que queimam os governos.

 

 

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