festas limites do sofrimento

o misterioso desígnio dos homens, sabes bem! é

(somente)

a certeza de que matamos – vingados pelas memórias – olhares e o requiem

(que sempre encenaste

entre as luzes tresmalhadas

de azuis violeta; frias)

intimamente misterioso

do devir suspenso em memórias sofridas

 

no mistério do designo: há sempre a certeza

da culpa nos desastres violentos!

(o meio ambiente já não é o misterioso desígnio

dos homens; é – caramba; outra vez! – a certeza de que matamos)

a porta fechada; outra vez! a utopia.

o frio e o regresso

da cidade branca; onde vive o desígnio dos homens

 

há gelos que nunca derretem. nem na perspicaz primavera!

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