cogitação nos azos que por aí deslizam II

foto: wook.pt

Sempre me foi ensinado, no tempo em que ouvíamos com atenção o que os mais velhos nos iam dizendo, que é importante deixar assentar a poeira sobre muitas das coisas que se vão ouvindo, mesmo que saídas das bocas mais responsáveis. Talvez por isso, tenha registado com muito apreço as palavras de um senhor com uma linda idade, Bento Domingues, um dominicano nascido pelas belas terras de Bouro. Estão na edição de hoje do semanário Expresso, mais concretamente na revista E.

Sim! Estou a olhar para uma certa nota pastoral saída há dias na diocese de Lisboa. Vale, pois a pena, começar pela diocese – “isto é um ato do bispo de Lisboa, que não é patriarca das outras dioceses” – na citação de Bento Domingues, para quem, “não houve orientação nenhuma, mas uma espécie de delírio mental”. E vinca: “foi um ato falhado sobre algo que, em primeiro lugar, devia remeter para consciência do casal”.

Ou seja, “é o casal quem deve decidir a sua vida íntima. Nenhum padre, nenhum bispo, ninguém se pode intrometer. É ridículo!

E pronto! É um olhar sereno sobre amoris lætitia .