degolação da história

um confim negro cobre a cidade dos ruídos

carros sem alma aceleram

(e destroem)

a pressa de viver

acendem o branco atávico dos rostos perdidos

na água escura dos labirintos cerimoniais

(ferem o vazio da festa caótica dos dias!)

 

é o fim da música da palavra; perdida

na língua das borboletas

que vagueiam na busca das raízes do Homem