Curva assassina

Ciência tem o inefável dom de curar todas as mágoas.

Machado de Assis, in O Alienista

 

Coloquemos o dedo numa ferida maldita: entre os anos de 2011 e 2016 apenas 34 (dos 308) municípios portugueses viram a sua população crescer.

(olhe-se para os números do Instituto Nacional de Estatística, divulgados no passado dia 9 de outubro).

Refira-se que nesse período Portugal perdeu 233 mil habitantes.

 

Reparemos nos municípios que aumentaram o número de habitantes: Maia, Paços de Ferreira, Sintra, Albufeira, Lagoa e Ribeira Grande. E, caramba! haverá alguns municípios do país condenados à irrelevância demográfica.

Mas se compararmos com o interior de Espanha ou França – dir-nos-ão alguns defensores da destruição das réstias da Lusitânia – a nossa densidade populacional consegue ser superior

(olhe-se para as palavras de José Alberto Rio Fernandes, professor catedrático de Geografia e presidente da associação de geógrafos, no Jornal de Noticias – 17.10.10)

 

Em suma, muito mais do que políticos sempre prontos

(em anos eleitorais; ou muito próximo)

para pagar as astronómicas dividas que impendem a cura das dores das famílias, não seria mais interessante pensar que depois de todas os cêntimos pagos já não haverá portugueses?