Choque ao contrário

A virtude da senhora mantinha-se pela prostituição da moleca. Por isso, também era melhor que os escravos não casassem.

Alexandra Lucas Coelho, in ao deus dará

 

1. A frase pintada num muro na cidade de Barcelona – Tourist go home – não é simpática, mas, como os habitantes daquela cidade se queixam do “turismo em excesso” – tal e qual como os vimaranenses que sentem a cidade e não se deixam endeusar por números que são uma merda feita treta de agências turísticas –, é um caso sério nos dias que correm e será pior no futuro.

 

2. Em catalão seny significa sensatez e sentido comum, escreve Nuno Ribeiro no jornal Público do passado dia 5. A peça que está na base do trabalho jornalístico – turistas são alvo na Catalunha, com pano de fundo do independentismo –, é um olhar muito sério da preocupação permanente sobre os exageros da faturação; com incidência no campo turístico.

É verdade que o trabalho jornalístico vai noutros sentidos, mas o que nos deve preocupar (a sério) é que tipo de protagonismo(s) deve ter uma cidade (de e) no futuro.

Desde logo o turismo não pode – nunca foi um peso no desenvolvimento das cidades – ser um pesadelo no dia-a-dia das pessoas, mas sim, há realidade (“um cocktail complexo”) que afeta futuros.

 

3. Ok! Diogo Queiroz de Andrade, em editorial no jornal Público (17.08.05), fala que em Espanha há uma nova forma de protesto que usa o argumento da pressão turística para cometer atos de violência à medida de discussões nas redes sociais.

 

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