Olhar incómodo; estranho silêncio

A policia não prende o fogo. Mais de 20 dias após a catástrofe das 64 mortes nenhum responsável político ou técnico consegue cumprir um dever sagrado: o de verificar onde e como falhou na segurança devidas às pessoas e ao território.

Maria José Morgado, Expresso, 17.07.08

 

Coisas que não entendo – nem nunca serei capaz de entender: “Alfa+”. No dia do roubo em Tancos o nível de alerta era o mais baixo (título do jornal Público do passado dia 7, para um texto ass8inado por David Dinis).

Como não sou capaz de entender o que se passou em paiol de alta segurança no meu país, fico-me por uma realidade relatada na mesma edição do jornal por Luciano Alvarez: [em abril] o Exército adquiriu equipamento de videovigilância no valor de 400 mil euros para várias unidades, mas nunca para a base militar onde está guardada uma parte significativa do material de guerra português.

Repito: como não entendo – nunca serei de entender – fico-me numa posição de espanto e de indignação para com os líderes do meu país. Mais já não posso fazer. Noutros tempos – sim! Cumpri serviço militar – ai de quem não fosse capaz de justificar algumas pequenas falhas em equipamentos; ninguém falava em desaparecimento fosse do que fosse.

 

 

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