Sinceridade desarmante

Enquanto dissipam os dinheiros públicos em festas de fraternidade, um rio de fogo rosa toca nas nuvens.

Jean-Arthur Ribaud, in Iluminações

 

1. em tempo de flores pelas ruas – tantos olhares; nenhuma noite quente e verde na ilha que tanto sonhamos –, há quem desenhe sombras coloridas; um rosto na neve.

são tentações – riscos; mão de ferro – portas de futuro.

portas de futuro?

sim; portas de futuro – tom e tipo de diálogos travados à pressa.

ups!

garanto-te que vou desafiar romantismos fáceis.

 

2. Devidamente municiada com rimas politicas e artilhada com palavras de ordem, a sardinha é uma arma para a campanha do BE das autárquicas em Lisboa. Uma pessoa a ser expulsa de casa por causa do arrendamento a turistas, pessoas como sardinhas em lata no metro, um peixe grande a comer os pequenos, naquilo que é uma crítica às políticas laborais da autarquia de Lisboa.

Público & Notório, Público, 17.06.10

 

3. Vês como há romantismos fácies? Mas, verdade, verdadinha, o senhor tripeiro que comanda os destinos da capital anda mesmo a pedi-las, não achas?

Quem é o senhor? A sombra do senhor Costa?

Sim.

Ui! Então a capital vai ser uma festa permanente. A propósito: vamos comer umas sardinhas na broa?

 

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