Que ninguém esqueça

Não há miniparque na igreja de São Francisco. O estacionamento em frente à igreja de S. Francisco é abusivo.

Domingos Bragança, presidente de câmara de Guimarães, no final da reunião de câmara em 16.11.11

 

É sempre terrível falar de estacionamento, ou melhor, do caos do estacionamento na cidade de Guimarães. Principalmente no seu miolo urbano. É, em bom português, uma desgraça e um permanente questionamento ao que os nossos olhos veem – será que veem demais ou estão a ficar cegos?

Para um pacóvio que entre na urbe a expressão pode ser mais efusiva: o caos no estacionamento em Guimarães é uma merda, da grossa!

É verdade que há, felizmente!, atores políticos com responsabilidades de futuro que não hesitam em dizer que em Guimarães há abusos atrás de abusos. Se as suas palavras servem para adoçar o ‘ego’ de quem fica danado com o que vai vendo, há também (felizmente!) quem seja capaz de olhar muito além das palavras ‘lindas’, perfumadas e circunstanciais de que, com responsabilidades de peso, na gestão do dia-a-dia de uma cidade que é exemplo em imensos patamares, é também uma trapalhada no que concerne aos abusos; mesmo nas barbas de quem diz que a confusão e a estupidez no estacionamento em Guimarães já foram.

 

Como é possível que um carro estacione a 30 centímetros da porta principal da Ordem de S. Francisco?

Infelizmente, isso aconteceu. Ontem à noite.

Pude, inclusive, constatar com os meus próprios pés, a dificuldade em entrar na porta principal daquela instituição. E, perante tal realidade, de total falta de respeito pelas pessoas com dificuldade de mobilidade, pensei no esforço que, por exemplo, os bombeiros, terão para levantar em peso um idoso numa cadeira de rodas por cima de um veiculo estacionado onde não devia, para que uma pessoa em claro desespero, por uma ferida na cabeça e a sangrar, pudesse seguir para o Hospital, a fim de ser tratado.

Parece que, afinal, em Guimarães, tudo pode acontecer.

Infelizmente também o pior!

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