Para mau entendedor

Imagem: catálogo da exposição das comemorações dos 150 anos da Fábrica de Fiação e Tecidos do Rio Vizela

Aumentam a voz, fazendo-a chegar longe; refinam o ouvido sugerindo-lhe mundos inimagináveis; aprimam o tato refinando-lhe a sensibilidade; potenciam a visão levando-a a universos inacessíveis.

Estamos no novo mundo que nos enche a alma de ilusões e o corpo de sensações.

José Amaro, Contacto SVD, março/abril 2017

 

A novidade não é de agora; é de sempre. Desde que a indústria tomou conta dos dias, das dores e dos desejos de mudança na região do Ave. A cada passo a novidade surge.

Agora – e olhando as recentes palavras de Miguel Costa, diretor do centro local do Ave da Autoridade das Condições do Trabalho (ACT) – “estima-se que os valores indevidos por trabalho não declarado representa cerca de 20% do PIB”.

Eh pá! É muita chicha *!

E esta lamentável realidade passa pelas indústrias têxtil, vestuário e calçado de uma forma séria, “constituindo um problema grave”.

Caramba! O vale do Ave, outrora lutador dos seus direitos onde está?

Há crises oportunistas, não há?

 

* pode ser a carne ou a bebida

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