Espreitar pela fechadura

Sinto que, quando me afasto de algo, isso ajuda-me.

Father John Misty, E, 17.04.01

 

Não é habitual discordar (muito) do vereador da Cultura na câmara de Guimarães. Mas, de repente, encontro um momento em que não estou em sintonia com José Bastos.

Por nada de especial; se calhar apenas um posicionamento na direção de olhares.

Mas não subscrevo o seu editorial na agenda cultural de abril. De maneira nenhuma!

Desde logo, porque, o destaque deste mês em Guimarães jamais pode ser a 2ª edição do festival de música religiosa de Guimarães. Mesmo passando-me ao lado, sei que teve qualidade na sua primeira edição.

Mesmo que a aposta passe pela “formação das pessoas, como são exemplo o curso de introdução ao canto gregoriano”, a verdade é que em abril (já houve) a criação musical que está muito além de sons de antanho. Sons que têm outro calibre. Sim, estou a pensar no Westay Lab Festival.

Sim, sei muito bem que a agenda cultural contém propostas diferentes.

Sim, como cidadão da região de entre o Ave e o Cávado, sei o peso que o catolicismo (fico sempre baralhado onde este começa e acaba o cristianismo!) na cultura local.

Mas o abril musical em Guimarães tem – já teve algumas – tantas (outras) coisas lindas!