Tempo de caminhar com o ar na mão

As nossas intenções profundas são projeto e fugas inseparavelmente ligadas.

Jean-Paul Sartre, in As Palavras

 

1. Voltemos, muito devagarinho, a olhar os dias (e as noites) que nos cruzam; os dias que nos fazem duvidar da existência de amanhãs muito mais simpáticos. Corretos. Prontos a desafiar-nos a abandonar o passado e a abraçar o devir.

Assim, devagarinho, lancemos questões que vão apoquentando os nossos dias (e as noites): como pode existir uma discussão pública sobre estacionamento em Guimarães, cidade, quando estão sobre a mesa – já não da discussão, mas da decisão –, documentos (apresentados mais do que um vez) que, por causa das dúvidas e do calor das luzes, apontam especificamente os locais onde outras vaidades feitas estacionamento têm lugar?

Ponto final.

 

2. Os dias começam a ficar agitados e as noites deixaram de estar nas agendas principais; as agendas vaidosas dos políticos que se fecham nas suas carapaças que matam definitivamente homens excelentes; extraordinários até.

Olhemos, então, serena e realisticamente, para os dias (e as noites) que nos cruzam; em terras afonsinas. Afinal é uma treta o controlo do estacionamento abusivo em Guimarães.

 

3. Não? Olhemos então para esta foto obtida na alameda de S. Dâmaso, às 21H32 de sábado, dia 11 de março.

Onde está a tolerância zero?

 

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