Nada para salvar

Foto: Nuno Foz (Lusa)

A fé salva-nos da ganância. O pior dos pecados mortais.

Miguel Guilherme, E, 17.02.25

 

Segundo a federação europeia de organizações nacionais que trabalham com população sem-abrigo, Portugal ocupa um tremendo 22º lugar (num ranking de 28 países) no Índice Europeu de Exclusão da Habitação.

Neste estudo publicado pela FEANTSA, o “cruzamento de indicadores como o peso da habitação no orçamento pessoal, as dívidas por causa do pagamento de renda ou de empréstimo ao banco, a incapacidade de manter a casa quente, problemas sérios nas condições de habitabilidade (como buracos na s paredes ou humidade) e sobrelotação” (Joana Gorjão Henriques, Público, 17.03.03) atiram o nosso país para uma posição dramática dentro da União Europeia.

 

Algo, afinal que não nos deveria espantar face às dificuldades que uma grande maioria de cidadãos portugueses atravessam, dada a malvadez com que o nosso país foi trado pelos donos do mundo nos últimos anos, sob a capa de ajudas para equilibrar a saúde dos bancos. Mas, isso para esses senhores (com representantes de peso no anterior governo da nação) não significa rigorosamente nada. Apenas um detalhe na ânsia do empobrecimento e da exploração.

 

Ah!, Leilani Farha, relatora principal da Organização das Nações Unidas (ONU) esteve em Portugal, em dezembro passado, “para avaliar o impacto das medidas de austeridade nas populações vulneráveis”. Esta advogada canadiana ficou chocada “com algumas situações” que viu por cá.

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