É preciso desequilibrar a balança do poder

Os humanos são criaturas muito complicadas. Todo este desejo, esta ganância e este amor são muito complexos.

Yash Chopra, cineasta indiano

 

à procura de um futuro para nós; jamais rasgarei

outro poema teu. não; não quero

morrer de balas – com buracos no peito vestido de orgulhos e vaidade

 

diz-me: ainda tens paredes de vidro?

ó se tenho! hoje vi uma venenosa; tem assinatura de Nicolau Santos e está no caderno de Economia do semanário Expresso (17.03.04) e, não sendo uma ordem

(antes; constatação)

mostra algumas das paredes de vidro que não param de nos foder:

não se entende como gestores do século XXI defendem teses do século XIX. Não se entende porque querem alicerçar o seu êxito em mais trabalho e não em melhor trabalho.

 

é a representação do possível; teatro nas ruínas

dos dias que nos vão esmagando. numa terra inesperada. onde o universo

nada estético nos agarra ao sofrimento.

 

à procura de um futuro para nós; diz-me

uma mentira

não; não digo. sabes muito bem que o poder é uma merda! suporta-se no caos destruidor

de cada um dos seres que quer evoluir da e na motivação

sobrevive entre a parada da selva mortífera da mudança brusca; decapitadora e a noite vazia.

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