A verdade da ilusão

parcidio
foto: expressodefafe.pt

Os partidos estão a desfazer-se a pouco e pouco e há quem diga que caído o muro de Berlim e dissolvida a União Soviética, os americanos já não precisam dos partidos que podiam manobrar, e deixam-nos nas mãos de magistrados.

Umberto Eco, in Número zero

 

A política; ou melhor a vida política dos nossos dias, “é uma porca”, como dizia Rafael Bordalo Pinheiro.

É mesmo; caramba! Basta olhar para o que o PS acabar de fazer em Fafe: o filho do presidente de excelência e de referência em terras fafenses que colocou aquele território no mapa do desenvolvimento – alguém que já percorreu todos os cantos e esquinas partidárias; até liderou um grupo de cidadãos independentes em Fafe, e tudo!, é agora “amigo do peito” do atual presidente de câmara fafense; por sinal um vimaranense e um clínico por quem nutro particular simpatia.

O jornalista Carlos Rui Abreu – grande abraço meu caro – conta tudo na edição do Jornal de Noticias do último dia 2.

Olhando para as realidades que vou vendo à minha volta só posso manifestar o meu espanto por esta realidade que junta um Summavielle (nome grande em terras de Fafe) e um vimaranense que, pelos vistos, estaria de saída da câmara fafense.

É claro que, tal como em 1993, quando Parcidio Sumavielle decidiu não continuar à frente dos destinos da autarquia, José Ribeiro continua a ser um nome incontornável, o rosto visível de um PS que sabe como se constrói o futuro, um PS bem diferente daquele que, pelos vistos, quer mesmo mergulhar no abismo.

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