Vigília profunda antes do silêncio total

merkel
foto:time.com

Conseguimos magoar-nos uns aos outros com recordações que têm mais de duas décadas.

Slaman Ruhside, in Versículos satânicos

 

Numa Europa perdida; sem referência basilares, é possível sonhar com o devir?

Sim; é. Infelizmente são cada vez menos as referências. Mas, dando a mão à palmatória, aceito com razoável conforto esta afirmação: Obama passa a Merkel a “liderança do mundo livre” (título do Público, 16.11.18)

Se mais não fosse, por esta violenta preocupação que Nicolau Santos (Expresso/Economia, 16.11.19) nos atira à cara da nossa estúpida indiferença: será possível que os líderes mundiais saiba tão pouca História que estejam a assistir à repetição do tipo de comportamentos que antecederam a II Guerra Mundial e que levaram à crise de 2008?

Ou seja, antes que tudo fique sob as cinzas de um qualquer campo com frases na entrada do tipo o trabalho liberta (arbeit macht frei) de uma Europa que teima – agora (sabe-se lá porquê!) – em copiar os facilitismos do populismo, é melhor olharmos serenamente para quem nos vai dando sinais de alguma segurança no caminho.

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