Grandes lições

casimirosilva

Tenho muitas dificuldades em considerar que o “sistema político” existe dentro de um tubo de ensaio, longe da realidade e logo dos “novas necessidades”.

José Eduardo Martins, E, 16.11.12

 

Olhando para o Plano de Atividades e Orçamento de Guimarães 2017 e mais concretamente para o Centro Cultural Vila Flor (CCVF) sou obrigado a sublinhar que “o tempo move-se rápido e as transformações do mundo são grandes”. Sim, sei que o objetivo foi mesmo falar das “dificuldades que se atravessaram no caminho” ou da “oportunidade para lutar pela cidade”, mas, obviamente, que só tenho o olhar no CCVF; exatamente o espaço de referência no norte de Portugal.

Também sei que olhar para esta bela realidade implica recuar no tempo até à CEC 2012, mas talvez por isso, e será – seguramente – distração minha, olho para o Centro de Criação de Candoso e vejo um espaço vazio; uma antiga escola com vegetação a mais, sinal de que há portas fechadas. Sim; sei muito bem que, pelo menos uma vez por ano, passam por ali “algumas das mais importantes criações contemporâneas nacionais e até internacionais”, mas sublinho, é só uma ou outra vez por ano. Espero que a resposta “as necessidades da comunidade artística da cidade e da região”, possa ser mais alargada. A áreas diferentes.

Mas vamos ser justos, não é pelo facto de a entrada do CCC ter vegetação no portão lateral que Guimarães deixa de ser “uma cidade de criação”. Há muitas coisas lindas a acontecerem ao longo do ano em Guimarães.

Outro importante investimento na área cultural é a residência de artistas e investigadores que se localizará no coração do centro histórico, na rua da rainha, estando prevista a sua concretização já no próximo ano.

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