E os muros que estão à volta

sic
foto: sic.sapo.pt

Lancei uma cuspidela no passeio, bem para a frente, sem me importar que acertasse em alguém, estava furioso, cheio do desprezo pelas pessoas, que se esfregam umas pelas outras e acasalam diante dos meus olhos.

Knunt Hamsun, in Fome

 

O ainda presidente de junta da vila de Caldas das Taipas é um brincalhão; um cínico vendedor de palavras que, fazendo de conta que sabe falar ao coração da vila termal (onde parece ter aterrado vindo de outras terras) atira palavras (quase sempre balofas) para quem – como eu – teima em ouvir ou ler o que o senhor diz. Terá chegado a hora de não ouvir o (ainda) presidente de junta de Caldelas?

Não conheço o senhor; jamais quereria conhecer quem, numa entrevista só olha para si (noutros tempos dizia-se umbigo!). Já agora, e em jeito de grande preocupação – e não estou a brincar –, lamento por André Coelho Lima e por Manuel Ribeiro – um taipense que será capaz de estar muito para além do senhor arquiteto – esta entrevista do ainda presidente de junta taipense.

Mas vamos lá ler as coisas que o senhor Constantino Veiga (Reflexo, novembro 2016) diz, ou faz de conta que diz.

Pode ser falta de capacidade minha, e é, de certeza, mas não entendo as palavras do senhor (ainda) presidente quando afirma “temos fortes razões para estramos otimistas”. Por mim, só penso mesmo lamentar afirmações baratas, a posteriori. “nos dois primeiros mandatos tivemos um presidente de câmara que não merece o respeito dos taipenses e que tudo fez para prejudicar esta vila”. No resto, vamos lá devagar.

Ó senhor ainda presidente, que pretende dizer com estas palavras? – “a  vila tem problemas de uma cidade e tem um outro problema – político que é o caso do PS Taipas”. Ou com esta afirmação tão estranha : “O investimento que nos tem chegado é para separar a freguesia em duas”.

Valha-nos deus!, senhor ainda presidente de Caldas das Taipas. Que conversa da treta!

Pode ser que a história se tenha enganado ou venha a mostrar erros cometidos. Por isso, ler o que o ainda presidente de Caldelas diz, que quando foi eleito presidente de junta, “o presidente da Turitermas era o presidente da junta de freguesia, na altura elemento do PS. Fazia todo o sentido que eu, quando assumi o cargo de presidente de junta, também fosse o presidente da Taipas Termal” ou “o homem que perde as eleições vai para o refúgio dos vencidos, vai para a oposição e faz oposição num edifício que nos custa a todos”, pode ser um erro; histórico e estratégico. Pode ser! Mas toda a razão que possa suportar essa realidade cairá por terra quando se fazem afirmações sem conteúdo ou, pelo menos, que levam muita maldade na ponta das palavras.

O ainda presidente da vila termal pode até afirmar que “o PS é o grande travão de desenvolvimento” da vila de Caldas das Taipas, ou que «existe na câmara o “departamento do Travão” que é assessorado pelo PS das Taipas e que não deixa que as coisas andem», mas as suas palavras perdem dimensão e sentido pela mistura que faz. Basta olhar para o que o ainda presidente vinca: “se os políticos que agora fazem parte dos partidos estivessem a lutar pelas pessoas, provavelmente as Taipas estaria noutro patamar”.

Tudo o resto que o ainda presidente de Caldelas diz na conversa com o diretor do jornal taipense – parece uma declaração de ódio a um partido – não conta; está pejado de vazio e de evasivas.

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