homenagem ao pai

de que matéria é feita a tua vontade? seres brancos

o que não és – sonhar em territórios de encantos! –

(música prendendo as tradições ao calor do chocolate)

a música prende os sentidos, é passeio sem fim!

 

já não há olhares que aqueçam o coração, pois não?

e então nesta cidade vertical! amores impossíveis; suspensos

lá por detrás da penha são lendas! e os corpos mortos pairando

silêncios; pelo desfiladeiro da tua vontade!

os rios; grandes são grandes rios – e os homens; sempre

cresceram nas suas margens – deixaram grandes marcas.

dos rios (ou nos rios?). e da evolução

da matéria. herança infinita

chovia naquele fim de tarde. tudo em silêncio. em volta.

aresta certa

 

onde ficam todas as inquietações – de que matéria é a matéria de nós?

 

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E agora? II

foto: observador.pt

A tensão na ‘geringonça’ é uma constante no atual quadro político. Mas os comunistas sabem tomar medidas. Esta semana, um novo reforço parlamentar do PCP trouxe Ângela Moreira para o lugar de deputada. Em menos de um mês é o segundo enfermeiro a integrar a bancada comunista.

Gente, Expresso, 18.04.14

E agora?

foto: Natacha Cardoso (Global Imagens)

Um dos maiores riscos da política é prometer aquilo que não pode cumprir.

Ricardo Costa, Expresso, 17.11.18

 

Do fim-de-semana, registo de Pedro Santos Guerreiro (Expresso, 18.04.14), esta afirmação que encaixa como uma luva no namoro entre os senhores Rio e Costa:

Querem ver partidos unidos? Proponha que peçam dinheiro a Bruxelas. Quer vê-los desunidos? Pergunte como querem distribua-lo.

Um desígnio confirmado na perfeição nas palavras do diretor do jornal Público – David Dinis, editorial, 18.04.13:

É aí, mesmo na gaveta do centro, que ele [António Costa] quer arrumar o trauma do PS.

E pronto! Foi-se a ‘geringonça’!

 

Ah! Costa e Rio darão razão às palavras de Pedro Santos Guerreiro, já a seguir: O Governo defende a descentralização, mas toma uma posição contrária à descentralização, retirando fundos que estavam previstos para as regiões do interior para Lisboa e Porto.

Eis-nos; então no fim

foto: EPA/HARISH TYAGI

Para provar a si próprio a inexistência de Deus, ele estava agora no meio da sala de jantar no hotel mais famoso da cidade, com os porcos a caírem-lhe da boca para fora

Salman Rushide, in Versículos Satânicos

Ups! Que caos!

Ilha de plástico do Pacifico tem 17 vezes o tamanho de Portugal, título do jornal Público, 18.03.23

Num trabalho com a assinatura de Teresa Serafim ficamos com mais uma preocupação sobre os dias destruidores que aí vêm: “grande mancha de lixo” que povoa o oceano Pacifico “é um a ilha em que não se pode andar” porque é “toda feita de plástico flutuante”. Uma ilha que prende e mata as espécies animais e, nas suas ínfimas partículas, já começou a entrar na cadeia alimentar. Os humanos, os mesmos humanos que criaram o plástico, vamos morrer pelo plástico. E não é só por causa das partículas das garrafas por onde os humanos bebem a água (cada vez mais poluída). E sim porque o plástico asfixia.

Umberto Eco é que tinha razão, pouco tempo antes de nos deixar, quando manifestava publicamente a sua preocupação com o plástico.

É Guimarães

Quanto menos nos podermos rever no presente, mais somos atirados para o passado. O passado surge com uma grande urgência para termos algum tempo que seja nosso.

Mia Couto, LER, outubro 2009

Guimarães até pode não ser já Capital Verde Europeia, mas eu continuo a acreditar. Muito. Ao contrário de uns certos olhares vindo da margem direita do Ave.

Mas deve ser defeito meu! Mesmo sabendo que há decrépitos por essas bandas desde sempre – talvez a costela na Morreira explique alguma coisa!

Só que, caramba! quando leio que “Guimarães é o único representante de Portugal em desafio mundial sobre biodiversidade” o que é que posso pensar ou dizer?

Que há por terras afonsinas um certo Amadeu que sempre foi capaz de olhar muto para além do umbigo?

 

Ah! E Guimarães ser o único representante português neste desafio à escala global não é abrir uma caixa grande com uma coisa pequenina lá dentro, não!; é muito, muito mais: encontrar não meio milhão, mas muitos milhões de coisas boas.

 

 

Boas novas; tão bom!

A Terra tem batido recordes anuais consecutivos de calor desde o início dos registos da temperatura, em 1880. E o número de fenómenos climáticos extremos, ligados ao aquecimento global, duplicou desde 1990.

Bernardino Silva, contacto SVD, março/abril 2018

Guimarães já dispõe de um autocarro 100% elétrico.

Que bom!

Guimarães, outra vez; pioneira.

Sempre foi em tantas e tantas realidades, não é?