Há retratos e retratos

foto: semanário económico

O doutor Costa é um prodígio. Um autêntico robô com uma inteligência fulgurante, mas totalmente artificial. As ligações que substituem as naturais sinapses são de uma elegância e finura jamais vistas. Mas confirmámos, finalmente, uma intuição: à inteligência artificial, por mais bem desenhada e perfeita que seja, falta sempre a emoção, os sentimentos.

Comendador Marques de Correia, revista E, 18.05.19

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Ameaças e tantas despesas

Sempre me senti incomodado sobre o que fazer quando alguém está a pedir na rua.

José Gameiro, E, 16.02.16

 

 

Experiência mesmo lá em cima; montanha fria. Pedras brancas a cortarem os pés e a passagem. Experimenta.

O quê?

Sim!, é verdade! As subidas são sempre duras; muito escarpadas

Raramente se salvam os corpos!

Ups! Estás com ritmo!, mas caramba!, já me tinha esquecido: a presença do teu olhar imperdível…

Deixa-te de merdas…a verdade do real está aqui. Vê: embora tal decisão económica tenha surgido por razões religiosas, num país onde – cada vez mais um “braço armado” do governo reacionário e fascizante se serve dos interesses religiosos e num país quase próximo do fascismo; isso pesa que se farta! – a Polónia acabou com o comércio ao domingo.

De que falas? Ficaste tão acelerado, assim de repente…

Para já, só encerra dois domingos por mês, mas até 2020, o encerramento do comércio dominical será total; exceto em épocas festivas.

E então não é uma grande realidade?

À partida, sim! É um murro no mercantilismo doentio que abafa os dias.

E?

Continuo a pensar que há algumas realidades preocupantes entre as direitas reacionárias e as suas ligações às estruturas de um catolicismo caquético, mas às vezes, parece que há (ou pode haver) exceções que até levam as pessoas a olhar com atenção para certos vazios de valores.

 

Palavras de ontem para um futuro urgente

Acredito que um dos primeiros [desafios que se colocam a Domingos Bragança] será porventura a atração das duas comunidades intermunicipais – do Ave e do Cávado – para os temas da mobilidade, e neste particular, para os processos de candidatura relacionados com os sistemas de informação em tempo real.

Jorge Cruz, Correio do Minho, 18.02.27

 

Somos mesmo idiotas?

 

Toda a ilegalidade carreia no seu executor um suplemento vitamínico de consciência.

Manuel S. Fonseca, E, 18.05.12

 

Os termómetros continuam a subir e estão mais acelerados no continente europeu. Porém, pouco se tem feito para inverter esta tendência. E a verdade é que a temperatura na Europa subiu muito mais do que no resto do mundo. E o sistema Copérnico revela que termómetros aumentaram 0,8 graus na Europa e 0,5 no planeta. Está tudo num trabalho jornalístico de Carla Tomás (Expresso, 18.04.28).

Segundo a peça não há uma explicação linear para este fenómeno, mas os cientistas sabem que as temperaturas sobem mais nos continentes do que nas zonas oceânicas. E outra triste realidade é que a seca extrema que atingiu 90% do território português (…) e os dramáticos incêndios de junho e outubro do ano passado são exemplos de consequências associadas ao aumento das temperaturas do ar. Daí que, conclui a jornalista, seja “necessário reduzir as emissões de gases de efeito de estufa (GEE) no planeta, limitando o consumo de combustíveis fosseis, a desflorestação e os incêndios, e fazendo a transição energética da economia para enfrentar as alterações climáticas.

Já sabíamos disso, mas nunca é demais repetir. Até porque somos, ou temos a tendência a ser, muito casmurros. E queremos lá saber dos avisos que a natureza nos vai fazendo. Cada vez mais maior acuidade, mas também violência.

E depois, como fica claro no texto da jornalista do semanário Expresso, não nos preocupa muito que as consequências sejam “graves em termos ambientais, sociais e económicos”, pois não?

Mas era bom, aliás, é urgente que pensemos bem nas asneiras que vamos fazendo a todo o momento.

 

Descentrar o centro

No meio das imensas dores que há tanto tempo sinto, ou melhor, das dores que já sou, tenho medo.

Francisco Teixeira da Mota, Público, 18.04.20

Coisas que me fazem pensar. Mas – e é importante vincar – só pensar: Todos os pontos do concelho [de Braga] vão ter contentores de lixo até ao fim do verão. É o título da peça que o Tiago Mendes Dias assina na edição do jornal Público da última sexta-feira, dia 4 de maio.

Não faço a mínima ideia como é que a autarquia bracarense vai conseguir fazer tal coisa, mas sou obrigado a – sabendo como todos sabemos, como funciona a comunicação institucional – dizer que se Ricardo Rio for capaz de dar “um passo para a melhoria da saúde pública e da sustentabilidade” ficarei contente.

Claro que o verão já só demora um tempinho. Mas há terras onde os milagres são mais visíveis que outras.

 

Como explico o fim do silêncio?

foto: ominho.pt 

Se, de facto, o diretor da companhia é o diretor da companhia, como não acreditar que o médico é o médico e o padre é o padre.

João Pedro Vaz, Público, 18.03.22 (sobre A Arte da Comédia, que esteve em cena no Centro Cultural Vila Flor nos dias 23 e 24 de março passado)


E
sta ‘coisa’ de uma novela para uma televisão portuguesa ser gravada em Guimarães não me seduz; rigorosamente nada. Por várias razões – desde logo e principalmente, pelo ‘trabalho barato’ (para não dizer outra coisa) e de suporte a ‘estrelas’ pagas a peso de ouro.


Mas, e isso pode ser interessante, a possibilidade de os ‘artistas’ locais integrantes de grupo de teatro de amadores poderem sentir de perto (bem junto) a realidade do palco será uma mais-valia. Se for reconhecida, claro!